Engenharia · Licenças

Como emitir ART?

Para emitir ART, o profissional acessa o portal do CREA, escolhe o tipo (obra ou serviço, múltipla, cargo ou função), preenche contrato, atividades e valor, paga a taxa antes do início e dá baixa ao concluir.

Renan Quintanilia, fundador do Grupo KOP, autor do artigo como emitir art
Renan QuintaniliaFundador · Grupo KOP
Publicado em 25 de outubro de 2026Engenharia e Construção · 16 min de leitura

Emitir ART é registrar no CREA, antes do início da obra ou do serviço, quem é o profissional responsável, para quem ele trabalha, o que vai fazer, onde e por qual valor. O art. 1º da Lei 6.496/1977 sujeita todo contrato de execução de obras ou de prestação de serviços de engenharia e agronomia à Anotação de Responsabilidade Técnica, e a Resolução Confea 1.025/2009 define os tipos, o preenchimento, a baixa e a ligação da ART com o acervo técnico. O registro é feito pelo profissional no portal do CREA da região onde a atividade acontece, e a ART passa a valer com o pagamento da taxa.

Para construtoras, montadoras e empresas de engenharia que disputam contratos grandes, a ART é mais do que obrigação: é a matéria-prima do acervo. Cada ART bem preenchida e baixada vira, com o atestado do contratante, uma certidão de acervo técnico que comprova capacidade na próxima licitação ou concorrência privada. ART mal descrita, com quantitativo genérico ou sem baixa, é uma obra executada que nunca poderá ser usada como prova.

As sete seções abaixo cobrem quando a ART é obrigatória, o passo a passo de emissão, os tipos de ART, a participação em equipe e coautoria, a baixa e o acervo, o uso comercial das ARTs e os erros, taxas e prazos que mais custam.

Como emitir ART: o que é, quando é obrigatória e quem responde

A ART é obrigatória em todo contrato, escrito ou verbal, de obra ou serviço de engenharia ou agronomia, e em todo vínculo de profissional que ocupa cargo ou função técnica em empresa ou órgão. Ela é emitida pelo profissional responsável, registrada no CREA da jurisdição onde a atividade é exercida e deve existir antes do início da atividade. A falta da ART sujeita o profissional e a empresa contratada a multa, conforme a Lei 6.496/1977.

O que a ART define

  • Quem responde: o profissional e, quando há, a empresa contratada pela qual ele atua.
  • Para quem: o contratante e o proprietário da obra ou do bem, que podem ser pessoas diferentes.
  • O quê: as atividades técnicas, com nível de atuação (projeto, execução, fiscalização, consultoria, laudo, manutenção) e quantitativos com unidade.
  • Onde e quando: endereço da obra ou do serviço, data de início e previsão de término.
  • Por quanto: o valor do contrato ou dos honorários, que define a faixa da taxa.

Quando emitir

  • Antes do início de cada obra ou serviço contratado, inclusive serviços de manutenção, laudos, perícias, inspeções e vistorias.
  • Na assinatura de cada aditivo que amplie escopo, prazo ou valor (ART complementar).
  • Na admissão do profissional em cargo técnico de empresa ou órgão (ART de cargo ou função).
  • Quando há troca do profissional responsável durante a obra.
  • Em serviços de rotina repetitivos de curta duração, consolidados em ART múltipla no período definido pelo regional.

Quem assina e quem paga

O profissional preenche e registra a ART com o login dele no portal do CREA; a empresa contratada, registrada no conselho, aparece como vinculada e normalmente paga a taxa. O contratante assina a ART (física ou digitalmente, conforme o regional) confirmando os dados. Em contratos de grandes clientes, a ART é condição de início: o fiscal do contratante pede a cópia paga antes de liberar a mobilização. A empresa só emite ART em seu nome se estiver registrada e regular, passo descrito em como registrar empresa no CREA.

Como emitir ART de obra ou serviço passo a passo no portal do CREA

Emitir a ART de obra ou serviço leva de 15 a 40 minutos quando os dados do contrato estão em mãos, e segue nove etapas no portal do CREA. O ponto que decide o valor futuro da ART é a descrição das atividades: é ela que será lida, anos depois, por quem analisar o acervo em uma licitação.

  1. Acesse o portal de serviços do CREA da região da obra, com o login do profissional (em vários regionais, com certificado digital).
  2. Escolha o tipo: ART de obra ou serviço, para contrato específico.
  3. Indique a forma de participação: individual, coautoria, corresponsabilidade ou equipe; nas três últimas, informe a ART à qual esta se vincula.
  4. Vincule a empresa contratada pelo CNPJ, quando o profissional atua por uma pessoa jurídica.
  5. Preencha contratante e proprietário: razão social, CNPJ ou CPF, endereço; em obra pública, o órgão contratante e o número do contrato.
  6. Informe os dados do contrato: número, data de assinatura, valor, data de início e previsão de término.
  7. Descreva as atividades técnicas pela tabela do sistema (nível de atuação, atividade, obra ou serviço), com quantitativo e unidade para cada item: m² de área construída, m de rede, kVA de subestação, t de estrutura metálica, unidades de equipamentos.
  8. Revise e gere a guia: o sistema calcula a taxa pela faixa de valor do contrato.
  9. Pague e colete as assinaturas: a ART passa a valer com o pagamento; arquive a via assinada pelo contratante e entregue cópia ao fiscal da obra.

Como escrever a descrição das atividades

  • Use o nome técnico exato do serviço: "execução de subestação abrigada de 13,8 kV, 2.000 kVA", não "serviços elétricos".
  • Coloque quantitativo e unidade em cada atividade; o quantitativo é o que comprova a parcela de maior relevância no futuro.
  • Separe as atividades: execução de fundações, de estrutura de concreto, de estrutura metálica e de instalações como itens próprios.
  • Repita a linguagem do edital ou do contrato: se o contrato fala em "montagem eletromecânica de linha de produção", a ART fala o mesmo.
  • Informe o nível de atuação correto: projeto, execução, fiscalização, gerenciamento ou consultoria têm pesos diferentes na análise de acervo.

Checklist antes de gerar a guia

  1. O CNPJ da empresa contratada está vinculado e o registro dela está regular no regional da obra.
  2. Contratante e proprietário estão corretos; em obra industrial, o proprietário costuma ser a indústria e o contratante pode ser uma gerenciadora.
  3. O valor informado é o do contrato ou da parcela do profissional, conforme a regra do regional, e não um valor simbólico.
  4. As datas de início e de término batem com o cronograma contratual.
  5. Cada atividade tem quantitativo e unidade, e a soma corresponde ao escopo do contrato.
  6. As ARTs de equipe e de coautoria estão vinculadas à ART principal correta.
  7. A via assinada pelo contratante vai para a pasta da obra no mesmo dia do pagamento.

ART em obra pública e em obra privada

Em obra pública, a ART informa o órgão como contratante, o número do contrato e, quando houver, o número do processo licitatório; o fiscal do contrato costuma exigir a cópia paga antes da ordem de serviço, e a ausência dela pode atrasar a primeira medição. Em obra privada para indústrias e incorporadoras, o departamento de suprimentos ou de engenharia do cliente inclui a ART na lista de documentos de mobilização, junto com o PGR, os ASOs e os seguros. Nos dois casos, a ART emitida no primeiro dia evita que a equipe fique parada no portão.

Exemplo

Uma construtora industrial com 220 funcionários executou, em quatro anos, 31 galpões e ampliações de fábrica. Ao disputar uma licitação de centro de distribuição de 24.000 m² com estrutura metálica, descobriu que 19 das suas ARTs diziam apenas "construção de galpão industrial", sem área, sem tonelagem de estrutura e sem fundações separadas. Só 6 ARTs comprovavam a parcela de maior relevância exigida no edital, e nenhuma passava de 15.000 m². A empresa passou a preencher cada ART com área, tonelagem, tipo de fundação e piso industrial em itens separados; dois anos depois, tinha 14 certidões de acervo que atendiam editais acima de 20.000 m².

Como emitir ART por tipo: obra ou serviço, múltipla, cargo ou função, complementar e de substituição

A Resolução Confea 1.025/2009 organiza a ART em três tipos principais (obra ou serviço, obra ou serviço de rotina, chamada de ART múltipla, e cargo ou função) e em formas de registro que corrigem ou ampliam uma ART existente (complementar e de substituição). Escolher o tipo errado é o erro mais comum de quem emite a primeira ART em um regional novo, e a correção custa outra taxa.

TipoQuando usarExemplo em empresa de engenhariaGera acervo
Obra ou serviçoContrato específico de execução, projeto, fiscalização, consultoria, laudo ou manutençãoConstrução de fábrica, projeto de subestação, laudo estruturalSim, depois da baixa
Múltipla (obra ou serviço de rotina)Vários serviços de rotina, de curta duração e baixo valor, consolidados por períodoManutenções preventivas recorrentes, inspeções periódicas, pequenos reparos em planta industrialSim, conforme as regras do regional
Cargo ou funçãoVínculo do profissional com empresa ou órgão em função técnicaResponsável técnico da empresa, gerente de engenharia, engenheiro de manutenção contratadoComprova a função, não obra específica
ComplementarAlteração contratual que amplia escopo, quantitativo, prazo ou valorAditivo que acrescenta um pavimento ou um segundo galpãoSim, soma-se à ART inicial
De substituiçãoCorreção de dados de uma ART já registradaCNPJ do contratante errado, endereço da obra incompleto, atividade mal classificadaSubstitui a ART original

ART múltipla: como funciona na prática

  • Reúne, em um único registro, serviços de rotina executados no período definido pelo regional (normalmente mensal).
  • Serve para contratos de manutenção com muitas ordens de serviço curtas; não serve para obra com escopo próprio.
  • Cada serviço é listado com contratante, local e atividade; a taxa segue a regra da ART múltipla do regional.
  • Empresas de manutenção industrial que emitem uma ART de obra para cada ordem de serviço pagam taxas demais; as que usam ART múltipla para obra de escopo próprio perdem acervo.

ART complementar e aditivos

Cada aditivo que muda escopo, quantitativo, prazo ou valor pede ART complementar vinculada à inicial. Sem ela, o acervo mostra a obra pelo tamanho original: o contrato que cresceu 40% por aditivos aparece, na certidão, com 60% do que foi executado. Os limites e a estrutura do aditivo em contratos públicos estão em como fazer aditivo de contrato de licitação.

Troca de profissional durante a obra

Quando o responsável sai da obra, ele dá baixa na própria ART por interrupção, com a data e o percentual executado, e o novo profissional registra uma ART para o restante do contrato, vinculada à anterior conforme o sistema do regional. Cada um fica com o acervo da parte que executou; misturar as datas cria sobreposição que o CREA questiona na emissão da certidão.

Como emitir ART em equipe, coautoria e corresponsabilidade, com subcontratadas

Quando mais de um profissional atua no mesmo contrato, cada um emite a própria ART, vinculada à ART principal, na forma de participação que descreve o seu papel: coautoria, corresponsabilidade ou equipe. Em obras grandes, com várias disciplinas e subcontratadas, essa organização é o que garante que cada empresa e cada profissional fique com o acervo do que realmente fez.

As formas de participação

  • Individual: um profissional responde pela atividade inteira.
  • Coautoria: dois ou mais profissionais da mesma competência dividem a autoria de um mesmo trabalho intelectual, como um projeto.
  • Corresponsabilidade: dois ou mais profissionais respondem solidariamente pela mesma atividade técnica.
  • Equipe: vários profissionais executam atividades diferentes de um mesmo empreendimento, cada um na sua especialidade (civil, elétrica, mecânica, segurança).

Como organizar as ARTs em uma obra industrial com várias disciplinas

  1. O responsável técnico da contratada principal registra a ART principal com o escopo geral.
  2. Cada responsável por disciplina da contratada registra ART de equipe vinculada à principal, com o seu escopo e quantitativos.
  3. Cada subcontratada registrada no CREA emite a própria ART, em nome dela, para o serviço subcontratado, informando a contratada principal como contratante.
  4. O projeto, se feito por empresa diferente, tem ARTs próprias de projeto, separadas das de execução.
  5. A fiscalização ou o gerenciamento contratado pelo cliente tem ART própria de fiscalização.
  6. A contratada principal mantém um mapa de ARTs do empreendimento: número, profissional, empresa, escopo, data de registro e data de baixa.

Subcontratada: o acervo fica com quem executou

A empresa que executa como subcontratada sem ART própria não acumula acervo: a obra fica integralmente no acervo da contratada principal. Empresas de montagem, instalações e fundações que querem crescer para contratos diretos precisam exigir, no contrato de subempreitada, o direito de emitir ART própria e de pedir atestado à contratada principal. É assim que o acervo de quem trabalhou para grandes construtoras vira qualificação técnica em nome próprio, tema detalhado em como comprovar qualificação técnica.

Controle mínimo para empresas com muitas obras

  • Planilha ou sistema com todas as ARTs abertas, por obra e por profissional.
  • Alerta para ART complementar a cada aditivo assinado.
  • Alerta de baixa na data prevista de término.
  • Pasta por obra com ART, contrato, aditivos, medições e atestado.

Como emitir ART e dar baixa: conclusão, interrupção e acervo técnico

A baixa da ART é o registro, pelo profissional, de que a obra ou o serviço terminou ou foi interrompido, e é obrigatória para que aquela ART entre no acervo técnico e possa ser usada em certidão. ART sem baixa é a principal causa de acervo incompleto em empresas de engenharia com muitos anos de obra.

Tipos de baixa

  • Por conclusão: a atividade foi executada integralmente; informa a data de conclusão.
  • Por interrupção: rescisão, paralisação, substituição do profissional ou desligamento da empresa; informa a data e o que foi executado até ali.
  • Baixa de ART de cargo ou função: quando o profissional deixa a função na empresa.

Como dar baixa

  1. Acesse o portal do CREA com o login do profissional.
  2. Localize a ART pelo número e escolha a opção de baixa.
  3. Informe o motivo, a data e, na interrupção, o percentual ou a parte executada.
  4. Confira se as ARTs complementares e vinculadas também foram baixadas.
  5. Guarde o comprovante de baixa na pasta da obra.

Da ART ao acervo e à certidão

O caminho de uma obra até virar prova de capacidade em uma licitação tem quatro peças: ART registrada antes do início, ART baixada ao fim, atestado do contratante descrevendo o que foi executado e certidão de acervo técnico (CAT) emitida pelo CREA. A Resolução Confea 1.025/2009 define a CAT com registro de atestado, que é a que a maioria dos editais pede para comprovar a capacidade técnico-profissional. O passo a passo da certidão está em como emitir certidão de acervo técnico.

EtapaQuem fazQuandoO que comprova
ART de obra ou serviçoProfissional, vinculado à empresaAntes do inícioResponsabilidade técnica pelo contrato
ART complementarProfissionalA cada aditivoEscopo, quantitativo e valor finais
Baixa da ARTProfissionalNa conclusão ou interrupçãoQue a atividade terminou
Atestado de capacidade técnicaContratanteApós a conclusãoO que foi executado, com quantitativos
CAT com registro de atestadoCREA, a pedido do profissionalApós atestado e baixaAcervo do profissional para licitações

A certidão de acervo é do profissional; a empresa comprova capacidade técnico-operacional com atestados em seu nome e com os profissionais do seu quadro. Por isso as duas pontas precisam ser cuidadas: a ART preenchida com a empresa vinculada e o atestado emitido em nome da empresa.

Como emitir ART e transformar cada obra registrada em prova comercial no Google e nas IAs

Cada ART baixada é uma obra comprovada, e uma obra comprovada publicada no site é o argumento que o comprador corporativo procura antes de convidar uma empresa para concorrência. O gerente de engenharia de uma indústria ou de uma concessionária pesquisa "empresa de subestação industrial" ou pergunta ao ChatGPT "quem executa montagem eletromecânica para indústria de alimentos" e encontra quem descreve, em texto, obras parecidas com a dele.

Como a empresa usa o acervo para ser encontrada

  • Uma página por obra relevante: tipo de obra, setor do cliente, área, potência, tonelagem ou extensão, prazo, disciplinas executadas e responsável técnico, com o nome do contratante só quando autorizado.
  • Uma página por serviço com o H1 igual à busca do comprador ("montagem de subestação industrial", "construção de galpão industrial com estrutura metálica") e as obras do acervo daquele serviço listadas.
  • Uma página por setor (alimentos, papel e celulose, mineração, energia, logística) com as obras do setor.
  • Números no texto: "mais de 180.000 m² de galpões industriais executados" é citável; "vasta experiência" não é.
  • Jornada do Cliente que pergunta tipo de obra, local, porte, prazo e fase do projeto e envia o pedido organizado ao WhatsApp do comercial.

Por que as IAs citam quem publica o acervo

ChatGPT, Gemini e o modo IA do Google montam a resposta com empresas que conseguem descrever: serviço, setor, porte das obras, registro no CREA e responsáveis técnicos. A empresa com 300 obras executadas e um site de cinco páginas é invisível para essas respostas; a empresa com 40 obras bem descritas é citada. O roteiro de páginas está em como fazer um site para empresa de engenharia e o método de escrita para ser citado em GEO para empresas B2B.

Exemplo

Uma empresa de engenharia elétrica e automação com 160 funcionários tinha mais de 400 ARTs baixadas em 12 anos e nenhuma obra publicada. O comercial dependia de três clientes industriais, que somavam 65% do faturamento. A empresa selecionou 36 obras com atestado, publicou uma página para cada uma com potência instalada, prazo e setor, criou nove páginas de serviço e cinco de setor e trocou o formulário de contato por uma Jornada do Cliente com tipo de obra, tensão e prazo. Em dez meses, passou de 3 para 14 pedidos de cotação por mês vindos da pesquisa, fechou contratos com quatro indústrias novas e reduziu a dependência dos três clientes para 41% do faturamento.

Como emitir ART: erros que custam acervo, taxas e prazos

Os erros na emissão de ART custam de duas formas: multa e retrabalho no curto prazo, e acervo perdido no longo prazo, que é o custo maior. Uma ART que não descreve o quantitativo ou que nunca foi baixada pode tirar a empresa de uma licitação de dezenas de milhões anos depois.

Os erros mais comuns

  • Emitir depois do início: ART registrada com a obra em andamento sujeita profissional e empresa a multa.
  • Descrição genérica: "serviços de engenharia civil" sem quantitativo não comprova parcela de maior relevância.
  • Tipo errado: ART múltipla para obra de escopo próprio, ou uma ART de obra para cada ordem de manutenção.
  • Aditivo sem ART complementar: o acervo fica menor do que a obra executada.
  • Esquecer a baixa: a ART não entra no acervo e não sustenta certidão.
  • Empresa não vinculada: a ART sai só no nome do profissional e a empresa perde a prova técnico-operacional.
  • Subcontratada sem ART própria: a obra inteira fica no acervo de outra empresa.
  • Regional errado: ART registrada no CREA da sede para obra em outro estado, sem visto e sem registro no regional da obra.

Taxas e prazos de referência

ItemValor de referência (2027)Prazo de referência
ART de obra ou serviço, faixa de menor valor de contratoNa ordem de R$ 100Registro imediato após o pagamento
ART de obra ou serviço, faixa intermediáriaNa ordem de R$ 150 a R$ 200Registro imediato após o pagamento
ART de obra ou serviço, contratos de maior valorNa ordem de R$ 250 a R$ 300 (teto da tabela)Registro imediato após o pagamento
ART de cargo ou funçãoNa faixa das menores taxasNa admissão do profissional
ART múltiplaConforme regra do regional para o períodoAo fim de cada período definido
ART complementar ou de substituiçãoTaxa conforme o valor acrescido ou a regra do regionalA cada aditivo ou correção
Baixa da ARTSem custo relevanteNa conclusão ou interrupção
Multa por falta de ARTValor fixado pelo regional, muito acima da taxaApós autuação

As faixas de valor da ART são definidas em lei federal e corrigidas todo ano; o valor exato está na tabela do ano no portal do CREA. A conta é simples para uma empresa média com 60 contratos por ano: as taxas de ART somam de R$ 10 mil a R$ 18 mil anuais, menos do que o custo de uma única proposta perdida por falta de acervo. O uso do acervo na habilitação, com atestados registrados, está em como registrar atestado de capacidade técnica no CREA.

Perguntas sobre como emitir ART

Quem pode emitir ART

O profissional registrado no CREA, com atribuição para a atividade e anuidade em dia, pelo portal do regional onde a atividade acontece. Quando atua por uma empresa, ela precisa estar registrada e aparece vinculada na ART.

Quando a ART deve ser emitida

Antes do início da obra ou do serviço, conforme a Lei 6.496/1977 e a Resolução Confea 1.025/2009. ART registrada depois do início sujeita profissional e empresa a multa.

Quanto custa emitir uma ART

A taxa depende da faixa de valor do contrato, com referência na ordem de R$ 100 na menor faixa e de R$ 250 a R$ 300 no teto da tabela. Os valores são corrigidos todo ano e estão no portal do CREA.

Qual a diferença entre ART complementar e ART de substituição

A ART complementar registra alteração de escopo, quantitativo, prazo ou valor por aditivo e se soma à ART inicial. A ART de substituição corrige dados de uma ART já registrada e toma o lugar dela.

O que é ART múltipla

É a ART que reúne serviços de rotina, de curta duração, executados em um período definido pelo regional, como manutenções e inspeções recorrentes. Não serve para obra com escopo próprio.

Precisa dar baixa na ART

Precisa: a baixa por conclusão ou interrupção é o que faz a ART entrar no acervo técnico e permite a emissão da certidão de acervo. ART sem baixa não comprova capacidade em licitação.

ART emitida em um estado vale para obra em outro

A ART é registrada no CREA da jurisdição onde a atividade é exercida, e o profissional e a empresa precisam de visto nesse regional. Confira a regra no CREA do estado da obra antes do início.

Resumo · como emitir ART

  1. Obrigatória antes do início: todo contrato de obra ou serviço de engenharia exige ART, pelo art. 1º da Lei 6.496/1977.
  2. Passo a passo: portal do CREA, tipo, participação, empresa, contratante, contrato, atividades com quantitativos, guia e pagamento.
  3. Tipo certo: obra ou serviço, múltipla para rotina, cargo ou função para vínculo; complementar para aditivos e substituição para correções.
  4. Descrição com quantitativo: m², kVA, t, m e unidades em itens separados; é o que comprova a parcela de maior relevância.
  5. Equipe e subcontratadas: cada profissional e cada empresa com ART própria, vinculada à principal, para ficar com o próprio acervo.
  6. Baixa e acervo: ART baixada mais atestado do contratante viram certidão de acervo técnico para licitações.
  7. Acervo publicado: obras comprovadas em páginas por obra, serviço e setor, para o comprador no Google e nas IAs.

Emitir ART é registrar, antes do início, quem responde por cada obra e serviço, no tipo certo, com atividades e quantitativos descritos, ART complementar a cada aditivo e baixa ao final; feito assim, cada contrato vira acervo, e o acervo publicado vira o argumento que coloca a empresa nas concorrências seguintes. O Grupo KOP transforma o acervo de construtoras e empresas de engenharia em páginas que aparecem para quem contrata desde 2016, com garantia de primeira página em contrato; o método completo está em marketing para engenharia.

Renan Quintanilia, fundador e diretor do Grupo KOP
Sobre o autor

Renan Quintanilia

Fundador e Diretor · Grupo KOP

Atua há mais de 10 anos com marketing digital especializado em Google. Fundou a KOP em 2016 e desde então constrói operações digitais auditáveis para profissionais regulamentados e empresas em todo o Brasil. Especialista em SEO técnico, Google Ads, GEO, recuperação de sites e Google Search Console, escreve sobre o que aplica todos os dias nos clientes da agência.

A KOP coloca construtoras e empresas de engenharia na primeira página do Google e nas IAs desde 2016.

Ler ajuda. Aplicar resolve.

Responda cinco perguntas e descubra se a KOP é para a sua empresa. A tabela de preços abre no fim da Jornada; o orçamento vai pronto para o WhatsApp.

Marketing para engenharia