Uma proposta técnica e comercial é feita em dois documentos separados que se completam. A proposta técnica prova que a empresa entendeu o problema e sabe executar aquela obra ou aquele serviço: diagnóstico, metodologia, plano de trabalho, equipe-chave, cronograma, recursos e experiência comprovada. A proposta comercial traduz essa solução em preço: planilha orçamentária, composições de custo unitário, BDI, encargos sociais, cronograma físico-financeiro e condições de pagamento. Em licitação pela Lei 14.133/2021 com critério de técnica e preço, os dois documentos recebem notas e pesos definidos no edital; nas concorrências privadas de indústrias, mineradoras, concessionárias e incorporadoras, a técnica costuma ser avaliada primeiro e só as empresas aprovadas têm o envelope de preço aberto e equalizado.
A nota técnica decide mais contratos do que a maioria das empresas de engenharia imagina. Numa licitação de técnica e preço com peso 70/30, a empresa que faz 10 pontos a mais na técnica pode apresentar preço até 25% maior que o do concorrente e ainda vencer. No privado, uma proposta técnica genérica elimina a empresa antes de o preço ser lido. Construtoras, montadoras e empresas de engenharia consultiva que tratam a técnica como anexo copiado da última concorrência perdem para quem escreve uma metodologia específica para aquela obra, com riscos identificados e equipe nomeada.
As sete seções abaixo mostram o que cada documento precisa provar, como a nota final é calculada, a estrutura da proposta técnica e da comercial, as diferenças em contratação integrada, semi-integrada e EPC, como a mesma base de conteúdo ajuda a empresa a ser convidada pelos compradores que pesquisam no Google e nas IAs e os erros que mais desclassificam.
Como fazer proposta técnica e comercial: o que cada documento precisa provar
A proposta técnica precisa provar capacidade de execução daquela obra específica, e a proposta comercial precisa provar que o preço é suficiente, aceitável e coerente com a técnica apresentada. Quem avalia cruza os dois: uma metodologia com três frentes simultâneas e um histograma de mão de obra que só sustenta uma frente é incoerência, e incoerência derruba nota e abre caminho para diligência sobre exequibilidade.
Os critérios de julgamento da Lei 14.133/2021 em obras e engenharia
- Menor preço: o mais comum em obras e serviços comuns de engenharia; a técnica entra como habilitação (atestados, CAT, equipe), não como nota.
- Maior desconto: desconto linear sobre a planilha ou a tabela de referência; usado em contratos de manutenção e serviços contínuos de engenharia.
- Melhor técnica: a técnica decide e o preço é negociado dentro do valor de referência; aparece em estudos, projetos e serviços de natureza predominantemente intelectual.
- Técnica e preço: notas técnica e de preço ponderadas, com no máximo 70% de peso para a técnica (art. 36); usado em projetos, gerenciamento, supervisão, fiscalização, obras e serviços especiais de engenharia e soluções que admitem alternativas de execução.
- Maior retorno econômico: contratos de eficiência, em que a remuneração depende da economia gerada para a Administração.
Mesmo no menor preço, a empresa entrega conteúdo técnico: declarações, cronograma, planilha com composições e, às vezes, metodologia simplificada. A diferença é que esse conteúdo é verificado como conforme ou não conforme, sem pontuação.
Como a técnica e o preço são avaliados no setor privado
- Qualificação prévia: cadastro de fornecedor, questionário de capacidade, documentos, SMS e compliance.
- Convite e pacote técnico: escopo, especificações, desenhos, matriz de responsabilidades, minuta de contrato.
- Visita técnica e rodada de esclarecimentos: perguntas por escrito, respostas compartilhadas com todos os proponentes.
- Entrega em envelopes separados: técnica e comercial, muitas vezes para áreas diferentes (engenharia e suprimentos).
- Avaliação técnica: aprovado, aprovado com ressalvas ou reprovado, ou nota ponderada por critérios.
- Equalização comercial: suprimentos coloca todas as propostas na mesma base de escopo, exclusões e condições.
- Melhor e última oferta e negociação: uma ou duas rodadas de preço com as finalistas.
O que cada documento precisa provar
- Técnica: entendimento do objeto e do local, método de execução, sequência, prazo factível, equipe com acervo, recursos suficientes, gestão de qualidade, SMS e riscos.
- Comercial: preço completo (nenhum item da planilha esquecido), custos unitários coerentes com a metodologia, BDI justificado, encargos corretos, fluxo financeiro viável e condições alinhadas ao edital ou à minuta.
- Os dois juntos: o mesmo número de frentes, o mesmo prazo, os mesmos equipamentos e a mesma equipe em todos os documentos.
Como fazer proposta técnica e comercial em licitação de técnica e preço: cálculo da nota
Na licitação de técnica e preço, a nota final é a soma ponderada da nota técnica e da nota de preço, com pesos fixados no edital e no máximo 70% para a técnica. A fórmula mais usada é NF = (peso técnico × NT) + (peso de preço × NP), em que NP = 100 × menor preço ofertado ÷ preço da proposta. O edital pode adotar outra fórmula; a lógica de ponderação é a mesma.
Como a nota técnica é montada
A Lei 14.133/2021 (art. 37) orienta a avaliação técnica por três vias: verificação da capacitação e da experiência do licitante, atribuição de notas por banca a quesitos de natureza qualitativa e desempenho em contratações anteriores. Na prática, a tabela de pontuação de um edital de engenharia costuma distribuir 100 pontos assim:
- Experiência da empresa (atestados em obras similares, por parcela de maior relevância): 20 a 35 pontos.
- Equipe técnica (coordenador, engenheiro residente, especialistas, com CAT): 20 a 30 pontos.
- Conhecimento do problema (diagnóstico, interferências, condicionantes do local): 10 a 20 pontos.
- Metodologia e plano de trabalho: 15 a 30 pontos.
- Cronograma, recursos e organização: 5 a 15 pontos.
Os quesitos de experiência e equipe são objetivos: o atestado vale ou não vale, a CAT tem ou não tem a quantidade mínima. Os quesitos de conhecimento e metodologia são avaliados por banca com critérios descritos no edital (insuficiente, regular, bom, ótimo), e é neles que propostas com o mesmo acervo se separam.
Exemplo
Uma licitação de supervisão e gerenciamento de obras de saneamento, com valor de referência de R$ 5,1 milhões e peso 70/30, recebeu três propostas. A empresa A, de engenharia consultiva com 160 funcionários, apresentou a metodologia mais detalhada e o maior preço:
| Empresa | Nota técnica (NT) | Preço proposto | Nota de preço (NP) | Nota final (0,7 × NT + 0,3 × NP) |
|---|---|---|---|---|
| A | 92 | R$ 4,60 milhões | 100 × 3,95 ÷ 4,60 = 85,9 | 64,4 + 25,8 = 90,2 |
| B | 78 | R$ 3,95 milhões | 100,0 | 54,6 + 30,0 = 84,6 |
| C | 85 | R$ 4,20 milhões | 100 × 3,95 ÷ 4,20 = 94,0 | 59,5 + 28,2 = 87,7 |
A empresa A venceu com preço 16,5% acima da B. Com 14 pontos de vantagem técnica, ela poderia chegar a cerca de 28% acima da B antes de perder para a C. O inverso também vale: a empresa B precisaria baixar o preço para menos de R$ 3,1 milhões para compensar a diferença técnica, um valor que provavelmente cairia em diligência de exequibilidade.
Como usar o cálculo antes de fechar o preço
- Estime a própria nota técnica quesito a quesito, de forma conservadora.
- Estime a nota dos dois ou três concorrentes prováveis pelo acervo público deles e por licitações anteriores do mesmo órgão.
- Simule a nota final em três cenários de preço (agressivo, alvo e conforto).
- Escolha o preço que vence no cenário alvo sem cortar margem que a técnica já garante.
- Registre a simulação na pasta da licitação; ela vira base para as próximas do mesmo órgão.
Como fazer proposta técnica e comercial: estrutura da proposta técnica
A proposta técnica que pontua segue a ordem da tabela de pontuação do edital, responde cada quesito em uma seção própria e mostra, com desenhos, números e nomes, como aquela obra será executada naquele local. O avaliador lê dezenas de propostas; a que facilita a conferência de cada quesito ganha pontos de banca que a proposta desorganizada perde.
Os capítulos da proposta técnica
- Carta de apresentação e índice remissivo: tabela que liga cada exigência e cada quesito do edital à página da proposta onde ele é atendido.
- Entendimento do objeto: o que será feito, onde, para quem, com quais restrições; resultado da visita técnica com fotos, interferências, acessos, áreas de canteiro e condicionantes ambientais.
- Diagnóstico e riscos: os cinco a dez problemas reais daquela obra (solo, lençol freático, operação que não pode parar, tráfego, chuvas, licenças) e a resposta para cada um.
- Metodologia de execução: por disciplina ou frente de serviço, com sequência construtiva, equipamentos, produtividade esperada e controles.
- Plano de trabalho e cronograma físico: marcos, caminho crítico, frentes simultâneas, folgas e o que muda se o prazo apertar.
- Organização e equipe-chave: organograma, nome, formação, registro no CREA, CAT relevantes e forma de vínculo de cada profissional pontuado.
- Recursos: histograma de mão de obra, lista de equipamentos próprios e locados, canteiro, logística de suprimentos.
- Qualidade, SMS e meio ambiente: plano de qualidade com pontos de inspeção, plano de segurança, gestão de resíduos e de licenças.
- Experiência da empresa: atestados e certidões de acervo organizados por parcela de maior relevância exigida.
Como escrever uma metodologia que pontua
- Específica do local: cite o trecho, o acesso, o tipo de solo da sondagem do edital, a interferência que só quem visitou viu.
- Quantificada: "duas equipes de assentamento com produtividade de 60 m por dia cada" pontua; "equipes dimensionadas adequadamente" não.
- Sequenciada: o que vem antes de quê e por quê; diagrama de sequência ou rede simplificada.
- Com alternativas: o plano B para o risco mais provável (chuva, entrega de equipamento, liberação de área).
- Coerente com o preço: os equipamentos e a equipe da metodologia são os mesmos das composições da planilha.
- Visual: croquis de canteiro, fases e desvios valem mais que três páginas de texto.
Exemplo
Uma empresa de obras de saneamento com 240 funcionários perdeu seis licitações seguidas de técnica e preço com notas técnicas entre 68 e 74, sempre usando a mesma metodologia de 18 páginas. Passou a fazer visita técnica com engenheiro sênior, escrever o diagnóstico de cada trecho, dimensionar frentes com produtividade real dos últimos contratos e anexar croquis de desvio de tráfego. A nota técnica subiu para a faixa de 84 a 90, e a empresa venceu duas das cinco licitações seguintes, uma delas com preço 11% acima do segundo colocado.
Equipe-chave: o que comprovar
A equipe pontuada precisa ter CAT compatível com a parcela exigida, registro ativo no CREA e vínculo aceito pelo edital (sócio, empregado, contrato de prestação de serviço ou declaração de compromisso de participação). A regra da Lei 14.133/2021 é que o profissional indicado participe de fato da obra; a troca só é aceita por outro de experiência equivalente ou superior, aprovado pela Administração. O passo a passo da comprovação está em como comprovar qualificação técnica.
Como fazer proposta técnica e comercial: estrutura da proposta comercial e preço exequível
A proposta comercial de engenharia é a planilha orçamentária completa, com composições de custo unitário, BDI e encargos detalhados, cronograma físico-financeiro e carta-proposta com valor, validade e condições, tudo no formato e na ordem pedidos pelo edital. Preço baixo sem composição que o sustente não vence: cai em diligência, em desclassificação por inexequibilidade ou em aditivo que a Administração não pode conceder.
Os documentos da proposta comercial
- Carta-proposta: objeto, valor global, prazo de execução, validade da proposta conforme o edital (em geral 60 a 90 dias), dados bancários e declarações exigidas.
- Planilha orçamentária: os mesmos itens, unidades e quantidades da planilha do edital, com preço unitário e total; nenhum item zerado ou suprimido.
- Composições de custo unitário: insumos, coeficientes e preços de cada serviço relevante; com coeficientes de produtividade iguais aos da metodologia.
- Detalhamento do BDI: administração central, seguros, garantias, riscos, despesas financeiras, lucro e tributos, com a fórmula aplicada; o cálculo está em como calcular BDI para licitação.
- Encargos sociais: horista e mensalista, com indicação de regime desonerado ou não desonerado.
- Cronograma físico-financeiro: desembolso mensal coerente com o cronograma físico da proposta técnica.
- Curva ABC dos serviços e insumos, quando o edital pede, para a análise dos itens que concentram o valor.
Critérios de aceitabilidade e inexequibilidade
- Teto: o preço global não pode superar o valor estimado quando o edital não admite; em obras com recursos federais, os custos de referência vêm do SINAPI e do SICRO (Decreto 7.983/2013) e preços unitários acima da referência exigem justificativa.
- Piso: em obras e serviços de engenharia, a Lei 14.133/2021 (art. 59) trata como inexequível a proposta abaixo de 75% do valor orçado pela Administração; a jurisprudência admite que a empresa demonstre exequibilidade, então confirme a regra do edital.
- Garantia adicional: proposta vencedora abaixo de 85% do valor orçado obriga garantia adicional igual à diferença, prevista no mesmo artigo; o custo dessa garantia precisa estar no preço, e o funcionamento está em como fazer seguro garantia para licitação.
- Coerência interna: preço unitário de um mesmo serviço igual em todos os itens; BDI aplicado igual em toda a planilha (salvo BDI diferenciado para fornecimento de equipamentos).
Checklist antes de fechar o preço
- Quantidades conferidas contra o projeto; diferenças relevantes registradas em pedido de esclarecimento.
- Cotação atual dos insumos da faixa A da curva ABC, com pelo menos três fornecedores.
- Produtividades das composições iguais às da metodologia.
- Custo de mobilização, canteiro, administração local e desmobilização lançado nos itens corretos.
- Custo de seguros e garantias, inclusive a adicional, no BDI.
- Reajuste: data-base do orçamento e índice do edital anotados para o contrato.
- Revisão cruzada por alguém que não montou a planilha.
A sequência completa do orçamento, das fontes de referência à planilha final, está em como fazer orçamento para licitação.
Como fazer proposta técnica e comercial em contratação integrada, semi-integrada e EPC
Em contratação integrada, semi-integrada e EPC, a proposta técnica e comercial deixa de ser execução de um projeto pronto e passa a ser a venda de uma solução: a empresa projeta (parte ou tudo), assume riscos maiores e precisa precificar o que ainda não está desenhado. A proposta técnica vira um anteprojeto defendido, e a comercial vira um preço global com contingência calculada e matriz de riscos lida item a item.
Os regimes de execução e o que muda na proposta
| Regime | Quem faz o projeto | Base do preço | O que a proposta técnica precisa trazer | Risco do contratado |
|---|---|---|---|---|
| Empreitada por preço unitário | Contratante (projeto básico ou executivo) | Planilha com quantidades estimadas; paga o medido | Metodologia, equipe, cronograma | Produtividade e custo unitário |
| Empreitada por preço global | Contratante | Valor fechado por etapa ou entrega | Metodologia e conferência de quantitativos | Quantidades e custo |
| Empreitada integral | Contratante | Valor fechado pelo empreendimento entregue em operação | Plano de execução completo até a entrega | Escopo total da execução |
| Semi-integrada | Contratante faz o básico; contratado faz o executivo | Preço global sobre o projeto básico | Metodologia e alternativas de engenharia que o contratado pode propor | Detalhamento e alterações que propuser |
| Integrada | Contratado faz básico e executivo a partir do anteprojeto | Preço global; orçamento de referência por metodologia expedita ou paramétrica | Solução de engenharia, anteprojeto desenvolvido, plano de projetos | Projeto, quantidades e riscos alocados na matriz |
| EPC (privado) | Contratado: engenharia, suprimentos e construção | Preço global, em geral chave na mão | Solução, fornecedores críticos, plano de comissionamento, garantias de desempenho | Prazo, desempenho e interfaces |
Proposta em contratação integrada e semi-integrada
- Matriz de riscos obrigatória: nesses regimes e em obras de grande vulto, o edital precisa trazer a matriz de alocação de riscos (Lei 14.133/2021, art. 22). Cada risco atribuído ao contratado tem custo; o método para ler e precificar está em como fazer matriz de riscos.
- Anteprojeto como ponto de partida: a empresa propõe a solução, mas não pode reduzir o desempenho, a vida útil ou os parâmetros fixados no anteprojeto.
- Prazo de projeto no cronograma: projeto básico, aprovação pelo contratante, executivo e licenças entram no caminho crítico.
- Aditivos restritos: a lei limita as alterações de preço nesses regimes a hipóteses específicas, como fato imprevisível e mudança pedida pelo contratante; erro de quantidade é da contratada.
- Contingência explícita: de 3% a 8% do custo direto como referência, dimensionada pelos riscos da matriz e pela maturidade do anteprojeto.
Proposta de EPC no setor privado
- Escopo e interfaces: lista de documentos, matriz de responsabilidades e limites de bateria (onde termina o escopo do contratado).
- Suprimentos críticos: equipamentos de longo prazo de entrega com fornecedor, prazo e condição de pagamento.
- Comissionamento e partida: testes, critérios de aceitação e treinamento da operação.
- Garantias de desempenho: capacidade, consumo, disponibilidade, com multa limitada e teto global de responsabilidade.
- Exceções e premissas: tudo o que a empresa não aceita da minuta de contrato, escrito em uma lista única e numerada.
Exemplo
Uma montadora industrial com 420 funcionários disputou o EPC de uma central de utilidades de R$ 68 milhões para uma indústria química. A proposta técnica trouxe arranjo geral, lista de equipamentos com três fornecedores qualificados para cada item crítico, cronograma com o caminho crítico no compressor de longo prazo de entrega e um plano de partida de 45 dias. A comercial separou preço por pacote (engenharia, equipamentos, montagem, comissionamento), contingência de 5,5% vinculada a oito riscos listados e uma lista de 14 exceções à minuta. Ficou em segundo no preço, mas foi a única com plano de partida detalhado e foi escolhida após uma rodada de negociação que reduziu 2,8% do valor.
Como fazer proposta técnica e comercial que ajuda a conquistar contratos no Google e nas IAs
O material de uma boa proposta técnica (acervo, obras executadas, metodologias, equipe, certificações e setores atendidos) é exatamente o que gerentes de engenharia, compradores de indústrias e analistas de suprimentos pesquisam no Google e perguntam ao ChatGPT, ao Gemini e ao modo IA do Google antes de montar a lista de convidados de uma concorrência privada. A empresa que publica esse material no site, organizado por serviço, por tipo de obra e por setor, é encontrada e convidada; a que guarda tudo na pasta de propostas depende de já estar no cadastro do comprador.
Como o comprador corporativo pesquisa fornecedores de engenharia
- "empresa de montagem eletromecânica industrial", "construtora de galpões industriais", "empresa de obras de saneamento", "engenharia para subestação".
- "empresa de EPC para [tipo de planta]", "empresa de gerenciamento de obras", "empresa de projeto de [disciplina] para indústria".
- Na IA: "quais empresas executam obras de [tipo] para indústria na minha região, com experiência em [setor]".
O que publicar a partir do acervo das propostas
- Uma página por serviço (montagem eletromecânica, obras civis industriais, saneamento, subestações, gerenciamento), com H1 igual à busca e resposta na primeira frase.
- Uma página por setor atendido (química, alimentos, mineração, papel e celulose, energia), com as obras daquele setor.
- Uma página por obra relevante: escopo, regime, prazo, porte (área, toneladas, MVA, extensão), desafio e solução; o mesmo conteúdo do capítulo de experiência da proposta, sem dados confidenciais do cliente.
- Página de metodologias: como a empresa planeja, controla qualidade, gerencia SMS e faz comissionamento.
- Página de certificações e registros: CREA, ISO 9001, PBQP-H quando houver, cadastros em portais de fornecedores.
- Equipe técnica: diretores e responsáveis técnicos com formação, registro e obras principais.
Por que isso faz a IA citar a empresa
As IAs citam fornecedores que conseguem descrever: nome, serviço, setor, porte das obras e prova. Uma página que diz "A empresa X executa montagem eletromecânica de plantas químicas, com 38 obras entre 2016 e 2026, a maior delas com 2.400 toneladas de tubulação montadas em 14 meses" é citável; "soluções completas em engenharia com excelência" não é. O método de GEO para empresas que vendem para empresas está em como fazer GEO para empresas B2B, e a estrutura do site em como fazer um site para empresa de engenharia.
Jornada do Cliente para pedidos de proposta
Quem chega pela pesquisa não precisa de formulário genérico; precisa de um caminho que organize o pedido. A Jornada do Cliente na página de cada serviço pergunta:
- Tipo de obra ou serviço e setor da planta.
- Fase do projeto: estudo, projeto básico, executivo pronto ou concorrência aberta.
- Regime pretendido: preço unitário, global, EPC.
- Porte estimado e prazo desejado.
- Nome, cargo, empresa e telefone; envio ao WhatsApp comercial com o pedido organizado.
O comercial recebe o convite já qualificado e decide em minutos se entra na concorrência. Medido no GA4, o custo por pedido de proposta que chega pela pesquisa costuma ficar entre R$ 300 e R$ 1.200 como referência, uma fração do custo de uma única proposta técnica perdida.
Como fazer proposta técnica e comercial: erros que desclassificam, prazos e custo de preparação
Propostas técnicas e comerciais de engenharia são desclassificadas, na maioria das vezes, por incoerência entre os dois documentos, por descumprimento formal do edital e por metodologia genérica, não por falta de capacidade da empresa. Os erros abaixo são os que mais custam pontos e contratos.
Os erros mais comuns
- Metodologia copiada de outra obra, com nome de rio, rodovia ou cliente errado: nota mínima de banca e perda de credibilidade.
- Equipe sem CAT compatível ou com vínculo não aceito pelo edital: zero no quesito ou inabilitação.
- Cronograma técnico diferente do físico-financeiro: diligência e perda de pontos no quesito de plano de trabalho.
- Planilha com item zerado, unidade alterada ou quantidade modificada: desclassificação.
- BDI sem detalhamento ou com tributos que não incidem sobre o regime da empresa.
- Preço abaixo do piso sem prova de exequibilidade pronta para a diligência.
- Exceções escondidas no meio da proposta privada: a equalização considera a proposta incompleta.
- Esclarecimentos não pedidos: a empresa precifica a dúvida e perde para quem perguntou e recebeu a resposta.
- Entrega no último dia: certificado digital vencido, arquivo acima do limite do sistema, assinatura faltando.
Prazo mínimo do edital, tempo de preparação e custo de referência
| Tipo de contratação | Prazo mínimo entre edital e propostas (Lei 14.133/2021, art. 55) | Equipe de proposta | Tempo real de preparação | Custo de preparação (referência 2027) |
|---|---|---|---|---|
| Obras e serviços comuns de engenharia, menor preço | 10 dias úteis | 2 a 3 pessoas | 5 a 10 dias | R$ 8 mil a R$ 25 mil |
| Obras e serviços especiais de engenharia | 25 dias úteis | 3 a 5 pessoas | 12 a 20 dias | R$ 25 mil a R$ 70 mil |
| Técnica e preço ou melhor técnica | 35 dias úteis | 4 a 6 pessoas | 15 a 30 dias | R$ 40 mil a R$ 120 mil |
| Contratação semi-integrada | 35 dias úteis | 5 a 8 pessoas | 20 a 35 dias | R$ 80 mil a R$ 250 mil |
| Contratação integrada ou EPC privado | 60 dias úteis (integrada) | 6 a 12 pessoas mais projetistas | 30 a 60 dias | R$ 150 mil a R$ 800 mil |
Os prazos legais são mínimos e contam da publicação do edital; confirme sempre o prazo do edital, que pode ser maior. Com taxa de sucesso de referência de 15% a 25% em técnica e preço, cada contrato conquistado carrega o custo de quatro a seis propostas. Por isso a decisão de participar (go/no-go) vale tanto quanto a proposta.
Critérios de go/no-go antes de abrir uma proposta
- A empresa tem atestados e CAT para todas as parcelas de maior relevância.
- A equipe-chave está disponível no período do contrato.
- O valor cabe na capacidade econômico-financeira e na linha de garantias.
- A matriz de riscos e a minuta são aceitáveis sem exceções críticas.
- A nota técnica simulada vence pelo menos um dos concorrentes prováveis no cenário alvo.
- O contrato se encaixa no setor e no tipo de obra em que a empresa quer crescer.
Empresas que publicam acervo e serviços no site reduzem o custo comercial por outro caminho: recebem convites privados qualificados que não exigiriam disputa aberta. O contexto completo da venda para contratantes corporativos está em como vender para grandes empresas.
Perguntas sobre como fazer proposta técnica e comercial
Qual a diferença entre proposta técnica e proposta comercial
A proposta técnica prova como a empresa vai executar: metodologia, equipe, cronograma, recursos e experiência. A proposta comercial mostra quanto custa: planilha, composições, BDI, encargos e cronograma físico-financeiro.
Qual o peso máximo da proposta técnica na licitação de técnica e preço
A Lei 14.133/2021 limita a valoração da proposta técnica a 70% da nota final. O edital define os pesos dentro desse limite, e 70/30 e 60/40 são os mais comuns em engenharia.
O que deve ter na metodologia de execução de uma obra
Diagnóstico do local, sequência construtiva, frentes de serviço, equipamentos, produtividades, controles de qualidade e plano para os riscos principais. Tudo específico daquela obra e coerente com as composições da planilha.
Pode trocar o profissional indicado na proposta técnica
Pode, por outro com experiência equivalente ou superior e com aprovação da Administração. O profissional pontuado precisa participar de fato da obra.
Quando a proposta é considerada inexequível em obras
Pela Lei 14.133/2021, propostas abaixo de 75% do valor orçado pela Administração em obras e serviços de engenharia são tratadas como inexequíveis. A empresa pode ser chamada a demonstrar exequibilidade; confira a regra do edital.
Como fazer proposta técnica para contratação integrada
Desenvolvendo a solução a partir do anteprojeto, com plano de projetos, cronograma que inclui projeto e licenças, matriz de riscos precificada e contingência explícita. O preço é global e os aditivos são restritos.
Quanto custa preparar uma proposta técnica e comercial de engenharia
De R$ 8 mil a R$ 25 mil em licitações de menor preço e de R$ 40 mil a R$ 120 mil em técnica e preço, como referência. Em contratação integrada ou EPC, de R$ 150 mil a R$ 800 mil.
Resumo · como fazer proposta técnica e comercial
- Dois documentos coerentes: a técnica prova a execução e a comercial prova o preço; frentes, prazo, equipe e equipamentos iguais nos dois.
- Nota final: no máximo 70% para a técnica; 10 pontos técnicos a mais permitem preço até cerca de 25% maior em 70/30.
- Proposta técnica: índice remissivo, entendimento do objeto, diagnóstico, metodologia específica, cronograma, equipe com CAT, recursos, qualidade e SMS.
- Proposta comercial: planilha intacta, composições, BDI e encargos detalhados, cronograma físico-financeiro e checagem de piso e teto.
- Integrada, semi-integrada e EPC: solução defendida, matriz de riscos precificada, contingência explícita e exceções numeradas.
- Google e IAs: o acervo da proposta publicado por serviço, setor e obra gera convites privados qualificados.
- Go/no-go: cada contrato carrega o custo de quatro a seis propostas; participar só onde a nota simulada vence.
Fazer proposta técnica e comercial é provar, em dois documentos coerentes, que a empresa sabe executar aquela obra e que o preço sustenta essa execução: metodologia específica, equipe com acervo, cronograma factível, planilha completa e riscos precificados, com a decisão de participar tomada antes do primeiro dia de trabalho. O Grupo KOP transforma esse acervo em presença no Google e nas IAs para empresas de engenharia desde 2016, com garantia de primeira página em contrato; o método completo está em marketing para engenharia.