Logística · Exportação

Como encontrar clientes no exterior?

Uma indústria encontra clientes no exterior escolhendo mercados pelos dados de importação, prospectando importadores qualificados, indo a feiras com agenda, usando distribuidores com meta e sendo encontrada no Google e nas IAs no idioma do comprador.

Renan Quintanilia, fundador do Grupo KOP, autor do artigo como encontrar clientes no exterior
Renan QuintaniliaFundador · Grupo KOP
Publicado em 25 de outubro de 2026Logística · 17 min de leitura

Uma indústria encontra clientes no exterior escolhendo dois ou três mercados-alvo pelos dados de importação do seu código de produto, montando uma lista nominal de importadores, distribuidores e usuários finais nesses mercados, indo a feiras e missões com reuniões já marcadas, usando os programas da Apex-Brasil para reduzir o custo da descoberta, escolhendo o intermediário certo para cada país e sendo encontrada pelo comprador estrangeiro no Google, nas IAs e no LinkedIn, no idioma dele. A venda externa de uma indústria média começa, em média, entre 9 e 18 meses depois da decisão de exportar; o que encurta esse prazo é método, não volume de viagens.

O comprador internacional se comporta como o comprador técnico brasileiro: pesquisa pela especificação, compara fornecedores, pede amostra, homologa e só então compra. A diferença está no idioma, na documentação, no Incoterm e na confiança, que precisa ser construída à distância. Quem se prepara para essas quatro diferenças fecha o primeiro contêiner; quem trata a exportação como venda eventual de excedente perde o comprador na segunda cotação.

As sete seções abaixo seguem a ordem de execução: escolha do mercado, inteligência comercial, feiras e missões, programas de apoio, intermediários, presença no Google e nas IAs e, por fim, erros, custos e prazos de referência.

Como encontrar clientes no exterior: escolher o mercado-alvo com dados

Encontrar clientes no exterior começa por escolher dois ou três mercados-alvo com dados de importação, e não pela feira mais famosa ou pelo país do primeiro e-mail recebido. A indústria que tenta vender para o mundo inteiro ao mesmo tempo dilui orçamento, traduz o site para idiomas que ninguém lê e não fecha contrato em lugar nenhum. A que escolhe mercados pela demanda real do seu código de produto, pela distância logística e pela barreira regulatória fecha o primeiro pedido em 9 a 18 meses.

Como montar a matriz de mercados

  1. Classifique o produto pelo código do Sistema Harmonizado (os seis primeiros dígitos da NCM). É por esse código que as estatísticas de importação de todos os países são publicadas.
  2. Levante quem importa esse código: valor importado por país nos últimos cinco anos, crescimento médio e de onde vêm as importações hoje.
  3. Veja a participação do Brasil: se o país já compra do Brasil, a porta logística e documental existe; se compra de um único fornecedor externo, há espaço para ser a segunda fonte.
  4. Calcule a tarifa de importação que o produto paga no destino e se há acordo comercial com preferência tarifária para produto brasileiro (Mercosul e acordos da ALADI são os mais usados).
  5. Liste as barreiras técnicas: certificação obrigatória, registro sanitário, norma técnica local, rotulagem no idioma, ensaios de laboratório reconhecido.
  6. Some o custo logístico até o porto ou a fronteira de destino e o prazo de trânsito.
  7. Dê nota de 1 a 5 em cada critério, aplique o peso e escolha os dois ou três mercados com maior pontuação.
CritérioPeso (referência)O que olharSinal de mercado bom para a primeira exportação
Tamanho da importação25%Valor importado do código SH por anoAcima de US$ 20 milhões por ano no código
Crescimento15%Variação média em cinco anosCrescimento acima de 5% ao ano
Presença do Brasil10%Participação brasileira nas importaçõesEntre 2% e 15%: há porta aberta e espaço livre
Tarifa e acordos15%Imposto de importação no destino e preferênciasPreferência tarifária ou tarifa abaixo de 5%
Barreira técnica15%Certificações, registros e normas exigidasCertificação que a indústria já tem ou obtém em até 6 meses
Logística10%Frete, prazo de trânsito, frequência de navios ou rotas rodoviáriasFrete abaixo de 10% do valor da mercadoria
Idioma e cultura de compra10%Idioma, prazo de pagamento usual, peso de relacionamentoIdioma que a equipe comercial já fala

O que a matriz costuma mostrar

Para a maioria das indústrias médias brasileiras, os primeiros mercados que pontuam bem são os vizinhos da América Latina: tarifa preferencial, frete rodoviário ou marítimo curto, idioma próximo e prazo de pagamento conhecido. Mercados mais distantes e mais exigentes entram no segundo ciclo, quando a indústria já tem processo de exportação rodando, documentação dominada e casos de clientes para mostrar.

Como encontrar clientes no exterior com inteligência comercial: listas de importadores

Encontrar clientes no exterior de forma ativa exige uma lista nominal de importadores, distribuidores e usuários finais do produto em cada mercado-alvo, montada a partir de dados de comércio exterior e qualificada antes do primeiro contato. Quem manda proposta para listas compradas sem qualificação tem taxa de resposta abaixo de 1%; quem aborda 80 empresas escolhidas por terem importado o mesmo código no último ano tem resposta de 8% a 15%.

De onde saem os nomes

  • Estatísticas oficiais de importação do Brasil e do país de destino, para dimensionar o mercado e ver a origem das compras.
  • Bases de registros de embarque (dados de conhecimento de embarque e declarações de importação), que em vários países mostram o nome do importador, o fornecedor atual, o volume e a frequência.
  • Associações setoriais e câmaras de comércio do país de destino, com diretórios de membros.
  • Listas de expositores e visitantes de feiras do setor, publicadas pelos organizadores.
  • Licitações e compras públicas do destino, quando o produto é comprado por governo, saneamento, energia ou saúde.
  • Pesquisa no Google no idioma do mercado pelo nome técnico do produto mais "distributor", "importer", "distribuidor" ou "proveedor".
  • LinkedIn, para chegar ao comprador, ao gerente de produto ou ao diretor de suprimentos de cada empresa da lista.

Como qualificar a lista antes do contato

  1. Separe os nomes em três tipos: importador-distribuidor (revende), usuário final (consome na produção) e integrador ou fabricante (incorpora no produto dele).
  2. Confirme no site de cada empresa se ela trabalha com a linha de produto e se já importa.
  3. Identifique o fornecedor atual e o motivo plausível de troca: preço, prazo, fonte única, câmbio, qualidade.
  4. Encontre o nome e o cargo do decisor, não o e-mail genérico de contato.
  5. Classifique em A, B e C pelo potencial de volume e pela aderência técnica; comece pelos A.

A primeira mensagem

A abordagem que funciona é curta, técnica e no idioma do comprador: o que a indústria fabrica, para qual aplicação, qual certificação tem, qual o prazo de entrega até o porto dele, um caso de cliente parecido e um link para a página do produto no idioma dele. Catálogo em PDF anexado na primeira mensagem vai para o filtro de spam; link para uma página clara vai para o comprador. O mesmo raciocínio de cadência e qualificação de geração de leads B2B vale aqui, com ciclo mais longo: de três a seis contatos ao longo de 60 a 90 dias até a primeira conversa.

Como encontrar clientes no exterior em feiras internacionais e missões comerciais

Feiras internacionais e missões comerciais encontram clientes no exterior quando a indústria chega com agenda marcada, e não quando espera o comprador passar no estande. A feira é o lugar em que o importador vê o produto, conhece a equipe e confirma que a empresa existe; o contrato sai do acompanhamento dos 90 dias seguintes. Indústrias que vão à feira sem agenda prévia voltam com 200 cartões e dois contatos reais.

Os formatos e quando usar cada um

  • Feira setorial com estande próprio: maior visibilidade e maior custo; faz sentido a partir do segundo ou terceiro ano no mercado.
  • Estande em pavilhão coletivo brasileiro: custo dividido, estrutura pronta e apoio de entidade; é o melhor formato para a primeira feira.
  • Visita à feira sem estande: para estudar concorrentes, preços e distribuidores antes de investir; agenda com 10 a 20 reuniões marcadas.
  • Missão comercial: viagem organizada por entidade ou governo com agenda de reuniões com compradores pré-selecionados.
  • Rodada de negócios: reuniões de 20 a 30 minutos com compradores estrangeiros trazidos ao Brasil ou encontrados no exterior; custo baixo e conversa já qualificada.

Plano de feira em três tempos

  1. 60 a 90 dias antes: lista de 100 a 150 empresas que vão expor ou visitar, convite personalizado, meta de 25 a 40 reuniões agendadas, material no idioma, preço de referência FOB e CIF pronto, amostras despachadas.
  2. Durante: cada conversa registrada no mesmo dia, com tipo de empresa, volume, aplicação, fornecedor atual e próximo passo combinado.
  3. Até 30 dias depois: proposta formal para os contatos A, envio de amostra, visita técnica quando couber; cadência de contato a cada duas semanas por 90 dias.

Exemplo

Uma indústria de válvulas industriais com 220 funcionários foi à primeira feira internacional do setor em um pavilhão coletivo, com investimento total de R$ 95 mil entre estande, viagem de três pessoas, amostras e material. Marcou 31 reuniões antes de embarcar, a partir da lista de expositores e de importadores do código da válvula. Saiu com 14 contatos qualificados, enviou 9 propostas em 30 dias e fechou 2 distribuidores em 7 meses. O primeiro ano de pedidos dos dois somou R$ 2,4 milhões; a feira se pagou no primeiro contêiner.

Como encontrar clientes no exterior com a Apex-Brasil e programas de apoio à exportação

A Apex-Brasil, agência do governo federal de promoção de exportações, ajuda a encontrar clientes no exterior com qualificação para exportar, inteligência de mercado, projetos setoriais em parceria com associações de indústria, pavilhões em feiras, missões e rodadas de negócios. Para a indústria que vai exportar pela primeira vez, esses programas reduzem custo e risco da fase de descoberta; não substituem a equipe comercial própria nem o acompanhamento depois do contato.

O que os programas de apoio oferecem

  • Qualificação para exportar: diagnóstico da empresa, plano de exportação, adequação de produto, preço e documentação, com técnicos que acompanham a indústria por alguns meses.
  • Projetos setoriais: convênios entre a agência e associações de cada setor, que organizam feiras, missões, compradores convidados e ações de imagem do setor no exterior.
  • Inteligência comercial: estudos de mercado, perfis de países e indicação de oportunidades por produto.
  • Rodadas de negócios com compradores estrangeiros, trazidos ao Brasil para conhecer fornecedores do setor.
  • Apoio no exterior por meio dos escritórios da agência e da rede de promoção comercial das embaixadas e consulados.

Como aproveitar sem depender

  1. Associe-se à entidade do seu setor que tem projeto setorial ativo; é por ela que entram as vagas em pavilhões e missões.
  2. Use a qualificação para estruturar o processo interno: preço de exportação, Incoterm padrão, documentação, câmbio.
  3. Chegue às rodadas e missões com a mesma preparação de uma feira: lista, agenda, preço, amostra.
  4. Registre cada contato que vier dos programas no mesmo CRM dos demais canais, com a origem marcada.
  5. Mantenha a presença própria rodando em paralelo: o comprador que conheceu a indústria na rodada vai pesquisar o nome dela no Google e perguntar ao ChatGPT antes de responder a proposta.

Condições, calendários e critérios de participação mudam a cada ano e devem ser confirmados diretamente com a agência e com a associação do setor no momento da adesão. A parte documental da operação, do Radar à DU-E, está organizada em documentos necessários para exportação.

Como encontrar clientes no exterior por distribuidores, representantes e agentes

A maioria das indústrias brasileiras encontra clientes no exterior por meio de um intermediário local: distribuidor que compra e revende, representante comissionado que vende em nome da fábrica ou agente que apresenta compradores. O intermediário certo dá estoque local, idioma, crédito ao cliente final e assistência técnica; o errado trava o mercado por anos com uma exclusividade sem meta. A escolha depende do produto, do ticket e de quanto a indústria quer controlar o preço final.

ModeloComo funcionaRemuneração (referência de mercado)Quando escolherRisco principal
Venda direta ao usuário finalA indústria vende e fatura direto ao cliente no exteriorMargem integral; custo de equipe e viagensTicket alto, poucos clientes grandes, produto sob projetoCiclo longo e assistência técnica à distância
Distribuidor importadorCompra, importa, estoca e revende com a própria margemMargem de 20% a 45% sobre o preço de compraProduto de linha, muitos clientes médios, reposição frequentePerda de controle do preço final e exclusividade sem meta
Representante comissionadoProspecta e negocia; a indústria fatura direto ao clienteComissão de 3% a 10% sobre a vendaProduto técnico com venda consultiva e cliente que importa diretoRepresentante com muitas marcas e pouca dedicação
Agente de vendasApresenta compradores, sem negociar em nome da indústriaComissão de 2% a 5% por negócio fechadoEntrada exploratória em mercado novoContatos sem continuidade
Comercial exportadora ou tradingCompra no Brasil e exporta com a própria estruturaMargem embutida na compraIndústria sem estrutura de exportação no primeiro momentoA indústria não conhece o cliente final

O que o contrato com o intermediário precisa ter

  • Território e linha de produto definidos por escrito.
  • Exclusividade condicionada a meta: volume mínimo por ano; sem meta cumprida, a exclusividade cai.
  • Prazo de experiência de 12 a 24 meses antes da renovação automática.
  • Política de preço e de descontos, Incoterm padrão e condição de pagamento.
  • Uso da marca, registro do produto no destino em nome de quem e o que acontece com esse registro no fim do contrato.
  • Assistência técnica, garantia e treinamento: quem faz, quem paga.
  • Lei aplicável, foro ou arbitragem e regras de rescisão.

Exemplo

Uma indústria de equipamentos para processamento de alimentos com 160 funcionários deu exclusividade sem meta a um distribuidor em um país vizinho. Em três anos, vendeu 4 máquinas. Ao renegociar, trocou a exclusividade nacional por exclusividade por região dentro do país, com meta de 10 máquinas por ano, e contratou um representante comissionado para as demais regiões. No ano seguinte vendeu 17 máquinas no mesmo país, 11 pelo distribuidor e 6 pelo representante.

Como encontrar clientes no exterior pelo Google, pelas IAs e pelo LinkedIn

O importador que procura um novo fornecedor pesquisa no Google no próprio idioma, pergunta ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Perplexity quais fabricantes atendem a especificação e confere o perfil da empresa no LinkedIn antes de responder a qualquer proposta. A indústria que tem site multilíngue com uma página por produto e aplicação em cada idioma passa a ser encontrada por compradores que ela não sabia que existiam, e o contato chega com volume, aplicação e país já descritos.

Site multilíngue que capta, não só traduz

  • Uma versão por idioma em subdiretório (/en/, /es/), com marcação hreflang para o Google entregar a versão certa a cada país.
  • Uma página por produto, por aplicação e por setor em cada idioma, com o termo técnico que o comprador local usa, que nem sempre é a tradução literal do termo brasileiro.
  • H1 igual à busca no idioma e resposta na primeira frase: o que é, para qual aplicação, qual norma atende, capacidade, prazo de entrega.
  • Ficha técnica em HTML, com unidades métricas e, quando o mercado usar, imperiais; o PDF fica como complemento.
  • Certificações, normas atendidas e ensaios visíveis na página do produto.
  • Informação de exportação: países atendidos, Incoterms praticados, porto de embarque, prazo médio de trânsito, quantidade mínima por pedido.
  • Revisão por quem domina o idioma técnico; tradução automática sem revisão faz a página perder posição e credibilidade.

Google, Google Ads e IAs em outros idiomas

As buscas internacionais de produto industrial têm volume baixo e intenção alta, como as buscas técnicas no Brasil: o método de SEO industrial vale em cada idioma. Para acelerar, o Google Ads com segmentação por país e idioma, com orçamento de R$ 3 mil a R$ 10 mil por mês por mercado (referência), leva o anúncio direto para a página do produto no idioma do comprador. Para as IAs, o que faz o ChatGPT e o Gemini citarem a indústria é a mesma base do GEO para empresas B2B: nome da empresa, produto, aplicação, capacidade e países atendidos escritos no texto de cada página, dados idênticos no LinkedIn e em diretórios do setor, e menções em associações e publicações técnicas do mercado.

LinkedIn e Jornada do Cliente

  • Página da empresa no LinkedIn em inglês e espanhol, com as mesmas linhas de produto do site.
  • Perfis do diretor comercial e dos gerentes de exportação completos, publicando casos e conteúdo técnico no idioma do mercado.
  • Jornada do Cliente em cada idioma, na primeira dobra da página do produto: país, tipo de empresa, aplicação, volume anual estimado, Incoterm desejado e prazo, enviados organizados ao WhatsApp e ao CRM da equipe de exportação.

Exemplo

Uma indústria de embalagens plásticas técnicas com 180 funcionários criou versões em inglês e espanhol do site com 22 páginas por produto e aplicação em cada idioma, revisadas por um tradutor técnico, e a Jornada do Cliente em espanhol enviando ao WhatsApp da equipe de exportação. Em oito meses, 9 páginas estavam na primeira página do Google em dois países vizinhos e o site recebia de 12 a 18 consultas internacionais por mês, com volume e aplicação descritos. Três viraram clientes no primeiro ano, um deles um distribuidor que pediu a página do produto ao Gemini antes de escrever.

A lógica comercial é a mesma de vender para indústrias no Brasil: o comprador técnico decide por especificação e confiança, e chega à proposta já tendo pesquisado.

Como encontrar clientes no exterior: erros, custos e prazos até o primeiro contrato

Encontrar clientes no exterior leva de 9 a 18 meses até o primeiro contrato recorrente, e os erros que mais atrasam esse prazo são escolher mercado sem dados, dar exclusividade sem meta, ir à feira sem agenda e ter um site que o comprador estrangeiro não consegue ler. O orçamento do primeiro ano precisa prever a soma dos canais e o tempo de maturação de cada um.

Os erros mais comuns

  • Mercado escolhido por intuição: o país do primeiro e-mail recebido raramente é o de maior demanda para o código do produto.
  • Muitos mercados ao mesmo tempo: cinco países no primeiro ano é orçamento pulverizado; dois ou três é foco.
  • Exclusividade sem meta: o distribuidor errado fecha o mercado por anos.
  • Feira sem agenda prévia: estande caro, contatos frios.
  • Site só em português ou com tradução automática: o comprador não confia e a IA não cita.
  • Catálogo em PDF como única fonte técnica: nem o Google nem as IAs leem bem o que está preso no PDF.
  • Preço de exportação calculado sobre o preço interno, com tributos que não incidem na exportação, perdendo competitividade logo na primeira cotação.
  • Resposta lenta: proposta em inglês enviada em três semanas para um comprador que pediu em três dias.
CanalInvestimento no primeiro ano (referência)Prazo até contatos qualificadosPrazo até o primeiro pedidoContinua depois que o investimento para
Inteligência comercial e prospecção ativaR$ 30 mil a R$ 90 mil (bases de dados e equipe)2 a 4 meses6 a 12 mesesNão
Feira com pavilhão coletivoR$ 60 mil a R$ 180 mil por feiraNa própria feira6 a 12 mesesParcialmente, pelos contatos
Missões e rodadas de negóciosR$ 15 mil a R$ 50 mil por açãoNa própria ação6 a 12 mesesParcialmente
Site multilíngue com página por produto e aplicaçãoR$ 25 mil a R$ 80 mil, mais manutenção4 a 8 meses8 a 14 mesesSim
Google Ads por país e idiomaR$ 36 mil a R$ 120 mil por mercadoSemanas4 a 10 mesesNão
LinkedIn com conteúdo e abordagemTempo da equipe comercial2 a 6 meses8 a 14 mesesParcialmente

Plano dos primeiros 12 meses

  1. Meses 1 e 2: matriz de mercados, escolha de dois ou três países, preço de exportação FOB e CIF, Incoterm padrão e documentação revisada.
  2. Meses 2 a 4: site em um ou dois idiomas com páginas por produto e aplicação, Jornada do Cliente no idioma, perfil no LinkedIn atualizado e lista nominal de 150 a 300 empresas classificadas em A, B e C.
  3. Meses 3 a 6: prospecção ativa dos contatos A, adesão ao projeto setorial da associação, primeira rodada de negócios ou missão, Google Ads no mercado de maior pontuação.
  4. Meses 6 a 9: feira com agenda prévia, envio de amostras, propostas formais e visitas técnicas aos contatos mais avançados.
  5. Meses 9 a 12: escolha do distribuidor ou representante por mercado, contrato com meta, primeiro pedido e revisão da matriz com o que os dados do ano mostraram.

Como medir

A conta que importa é o custo por contato qualificado e o custo por cliente fechado em cada canal, com a origem de cada contato registrada no CRM e, no site, medida no GA4 por país e idioma. Com pedido médio de US$ 80 mil por ano e margem de contribuição de 25%, um único distribuidor ativo paga o investimento anual de dois canais. O ciclo completo, da primeira conversa ao contrato, segue a lógica descrita em ciclo de vendas B2B, com etapas a mais de amostra, homologação e documentação.

Perguntas sobre como encontrar clientes no exterior

Como encontrar clientes no exterior para uma indústria que nunca exportou

Comece escolhendo dois ou três mercados pelos dados de importação do código do produto, monte uma lista de importadores nesses países e participe de um pavilhão coletivo ou de uma rodada de negócios. Em paralelo, coloque no ar páginas por produto no idioma de cada mercado.

Qual o melhor canal para encontrar compradores internacionais

Para o primeiro ano, a combinação de prospecção ativa com lista qualificada e feira com agenda prévia traz os primeiros contatos mais rápido. O site multilíngue com página por produto é o canal que continua trazendo contatos depois que as viagens acabam.

Vale a pena ter distribuidor exclusivo no exterior

Vale quando a exclusividade está condicionada a uma meta anual de volume e tem prazo de experiência de 12 a 24 meses. Exclusividade sem meta é a causa mais comum de mercado travado.

Quanto custa participar de uma feira internacional

A referência de mercado para uma indústria média em pavilhão coletivo fica entre R$ 60 mil e R$ 180 mil por feira, somando estande, viagem, amostras e material. Estande próprio em feira grande custa várias vezes mais.

A Apex-Brasil ajuda a encontrar clientes no exterior

Ajuda com qualificação para exportar, inteligência de mercado, projetos setoriais, pavilhões em feiras, missões e rodadas de negócios. As condições de cada programa devem ser confirmadas com a agência e com a associação do setor.

Site em inglês traz clientes do exterior

Traz quando tem uma página por produto e aplicação no idioma, com o termo técnico que o comprador local pesquisa, ficha técnica em HTML e informações de exportação. Uma página institucional traduzida não aparece para busca de produto.

Quanto tempo leva para conseguir o primeiro cliente no exterior

De 9 a 18 meses para o primeiro contrato recorrente, como referência para indústrias médias. Amostra, homologação e documentação ocupam boa parte desse prazo.

Resumo · como encontrar clientes no exterior

  1. Mercado com dados: dois ou três países escolhidos pela importação do código SH, tarifa, barreira técnica e logística.
  2. Lista nominal qualificada: importadores, distribuidores e usuários finais, com decisor identificado e motivo de troca.
  3. Feiras e missões com agenda: de 25 a 40 reuniões marcadas antes de embarcar e acompanhamento por 90 dias.
  4. Programas de apoio: Apex-Brasil e projetos setoriais reduzem custo e risco da descoberta, sem substituir a equipe própria.
  5. Intermediário certo: distribuidor, representante ou agente conforme produto e ticket, com exclusividade condicionada a meta.
  6. Ser encontrado no idioma do comprador: site multilíngue com página por produto e aplicação, Google Ads por país, GEO e LinkedIn.
  7. Medir por canal: custo por contato qualificado e por cliente, com prazo de 9 a 18 meses até o primeiro contrato recorrente.

Encontrar clientes no exterior é escolher mercados pelos dados, chegar ao comprador certo com lista qualificada, feira com agenda e intermediário com meta, e ser encontrado por ele no Google e nas IAs, no idioma dele, com uma página por produto e aplicação que responde à especificação na primeira frase. O Grupo KOP coloca indústrias e empresas de comércio exterior na primeira página do Google e nas respostas das IAs desde 2016, com garantia de primeira página em contrato; o método completo está em marketing para comércio exterior.

Renan Quintanilia, fundador e diretor do Grupo KOP
Sobre o autor

Renan Quintanilia

Fundador e Diretor · Grupo KOP

Atua há mais de 10 anos com marketing digital especializado em Google. Fundou a KOP em 2016 e desde então constrói operações digitais auditáveis para profissionais regulamentados e empresas em todo o Brasil. Especialista em SEO técnico, Google Ads, GEO, recuperação de sites e Google Search Console, escreve sobre o que aplica todos os dias nos clientes da agência.

A KOP coloca indústrias exportadoras na primeira página do Google e nas IAs desde 2016.

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