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Como obter o certificado PBQP-H?

A construtora obtém o PBQP-H implantando um sistema de gestão da qualidade conforme o referencial do SiAC, controlando serviços e materiais em pelo menos uma obra ativa e sendo aprovada na auditoria de um organismo de certificação credenciado.

Renan Quintanilia, fundador do Grupo KOP, autor do artigo como obter o certificado pbqp-h
Renan QuintaniliaFundador · Grupo KOP
Publicado em 25 de outubro de 2026Engenharia e Construção · 16 min de leitura

O certificado PBQP-H é a certificação do SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil), parte do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat, coordenado pelo Ministério das Cidades. Ele atesta que a construtora tem um sistema de gestão da qualidade aplicado às obras: planejamento, controle de serviços e de materiais, inspeção, tratamento de falhas, treinamento e indicadores. Não é um selo de marketing: é exigência para acessar financiamento habitacional e programas públicos de habitação e é critério de seleção de incorporadoras e contratantes que querem previsibilidade.

A certificação é emitida por um organismo de certificação credenciado (OCC), acreditado pelo Inmetro, depois de auditoria no escritório e em obra. Uma construtora média com obras em andamento leva de 6 a 12 meses para chegar à certificação no nível pleno e investe, em referência de mercado, de R$ 40 mil a R$ 150 mil entre consultoria, auditoria e horas internas. O custo maior não é o certificado, é a disciplina de rodar o sistema em todas as obras.

As sete seções abaixo mostram o que é o SiAC e quem exige, como funcionam os níveis, o passo a passo completo, o que muda no canteiro, como integrar com a ISO 9001 e passar na auditoria, como usar a certificação para conquistar contratos e os erros, prazos e custos de referência.

Como obter o certificado PBQP-H: o que é o SiAC e quem exige

O PBQP-H que as construtoras buscam é a certificação no SiAC, o sistema que avalia se a empresa executa obras com gestão da qualidade. O programa tem outras frentes, como o SiMaC (conformidade de materiais e componentes) e o SiNAT (avaliação de produtos inovadores), mas o certificado que entra no cadastro do agente financeiro e no edital é o do SiAC.

O escopo da certificação é a especialidade técnica de execução de obras, com subsetores como edificações e, conforme o regimento vigente, obras de infraestrutura como saneamento e obras viárias. A construtora certifica o subsetor em que atua; quem faz edificações e saneamento certifica os dois.

Quem exige o PBQP-H

Quem exigeEm que situaçãoO que costuma pedir
Agentes financeiros de habitaçãoFinanciamento de empreendimentos habitacionais com recursos públicos ou do fundo de garantiaCertificado SiAC válido, em geral no nível pleno, no subsetor de edificações
Programas habitacionais públicosConstrução de unidades habitacionais para estados e municípiosCertificado SiAC no edital de qualificação ou no cadastro do programa
Órgãos públicos em licitações de obrasAlguns editais de obras e saneamentoCertificado como critério de qualificação ou de pontuação técnica, quando previsto e justificado
IncorporadorasContratação de construtora para empreendimento residencial ou comercialCertificado como critério de homologação, junto com acervo e saúde financeira
Indústrias e grandes contratantes privadosObras de expansão e manutençãoSistema de gestão da qualidade comprovado (PBQP-H ou ISO 9001) na homologação

O que a certificação comprova na prática

  • Que a construtora planeja cada obra com um Plano da Qualidade da Obra.
  • Que os serviços controlados são executados com procedimento e inspecionados com registro.
  • Que os materiais controlados são especificados, recebidos e inspecionados com critério.
  • Que falhas viram não conformidades tratadas, com causa e ação corretiva.
  • Que a equipe é treinada nos procedimentos e que a empresa mede indicadores e satisfação do cliente.
  • Que a alta direção analisa o sistema e define objetivos da qualidade.

Para a construtora que disputa contratos com incorporadoras e órgãos públicos, o certificado é uma das provas do pacote de habilitação, ao lado do acervo técnico, das certidões e do balanço; a lista completa está em documentos para participar de licitação.

Como obter o certificado PBQP-H: níveis do SiAC e o que cada um exige

O SiAC é evolutivo: a construtora entra em um nível inicial, com parte dos requisitos implantados, e avança até o nível pleno, que corresponde a um sistema de gestão da qualidade completo. Nas versões anteriores do regimento os níveis iam de D a A; a versão vigente define quantos níveis existem, o prazo máximo de permanência no nível inicial e os requisitos de cada um, por isso a construtora deve conferir o regimento atual no portal do programa e com o OCC antes de planejar.

Como os níveis funcionam na prática

  • Nível inicial: compromisso da direção, política e objetivos da qualidade, parte dos serviços e materiais controlados, procedimentos básicos de documentação e registros. Serve para entrar no programa e começar a operar o sistema.
  • Nível pleno (A): todos os requisitos do referencial, todos os serviços e materiais controlados da lista mínima, indicadores obrigatórios, análise crítica pela direção, auditorias internas e satisfação do cliente. É o nível que agentes financeiros e editais normalmente pedem.
  • Prazo de evolução: o regimento limita quanto tempo a empresa pode ficar no nível inicial; quem não evolui perde a certificação.

Requisitos do referencial do nível pleno

  1. Sistema de gestão da qualidade: escopo, processos, documentação controlada e registros.
  2. Responsabilidade da direção: política, objetivos mensuráveis, representante da direção e análise crítica periódica.
  3. Gestão de recursos: competência e treinamento da equipe, infraestrutura e ambiente de trabalho.
  4. Execução da obra: Plano da Qualidade da Obra, análise de requisitos do cliente, projeto (quando a construtora projeta ou contrata projeto), aquisição, controle de serviços e de materiais, equipamentos de medição calibrados e preservação do produto.
  5. Medição, análise e melhoria: satisfação do cliente, auditorias internas, inspeções, controle de não conformidades, ações corretivas e indicadores.

Como escolher os serviços e materiais controlados

  • Comece pela lista mínima do referencial para o subsetor: ela define os serviços e materiais que nenhuma construtora certificada pode deixar de controlar.
  • Acrescente os serviços que mais geram assistência técnica nas obras entregues: impermeabilização, revestimento de fachada, instalações hidráulicas e esquadrias costumam liderar os chamados.
  • Acrescente os materiais com maior histórico de lote reprovado ou de impacto estrutural: concreto usinado, aço, blocos, argamassas industrializadas.
  • Descreva critérios mensuráveis: tolerância de prumo em milímetros, resistência do concreto por lote, espessura de revestimento; critério vago gera inspeção sem valor.
  • Revise a lista uma vez por ano na análise crítica, com base nas não conformidades e nos chamados pós-entrega.

Indicadores que o sistema precisa medir

O referencial define indicadores mínimos, que a construtora mede por obra e consolida por empresa. Os mais comuns são desvio de prazo e de custo, índice de não conformidades em serviços inspecionados, satisfação do cliente e, nas revisões mais recentes, indicadores ambientais como geração de resíduos e consumo de água e energia no canteiro, além de segurança do trabalho. Confira a lista exata no referencial vigente; o importante é que cada indicador tenha meta, fonte do dado e responsável.

Como obter o certificado PBQP-H passo a passo: do diagnóstico à certificação

O caminho para o certificado tem nove etapas e exige ao menos uma obra em andamento, porque a auditoria verifica o sistema funcionando no canteiro. Uma construtora média percorre essas etapas em 6 a 12 meses; com uma obra só e equipe pequena de qualidade, o prazo tende ao limite superior.

  1. Diagnóstico: comparar o que a empresa já faz com o referencial do SiAC, requisito por requisito, e listar as lacunas. Leva de 2 a 4 semanas.
  2. Decisão da direção e escopo: definir subsetor (edificações, saneamento, viárias), obras incluídas, representante da direção e orçamento.
  3. Política, objetivos e indicadores: escrever a política da qualidade e os objetivos mensuráveis, com metas por indicador.
  4. Documentação: manual ou descrição do sistema, procedimentos de gestão (documentos, registros, compras, não conformidades, auditorias) e procedimentos de execução de cada serviço controlado.
  5. Listas de serviços e materiais controlados: definir quais serviços e materiais terão procedimento, critério de aceitação e ficha de verificação, respeitando a lista mínima do referencial.
  6. Implantação em obra: Plano da Qualidade da Obra, treinamento da equipe de campo, fichas de verificação em uso, recebimento de materiais com inspeção, calibração de equipamentos de medição.
  7. Auditoria interna e análise crítica: auditar o sistema inteiro com auditor treinado e independente da área, tratar as não conformidades e fazer a primeira análise crítica pela direção.
  8. Contratação do OCC: escolher um organismo credenciado para o SiAC, receber a proposta e agendar a auditoria; em geral há uma etapa documental e uma etapa no escritório e em obra.
  9. Auditoria de certificação e manutenção: tratar as não conformidades apontadas no prazo dado pelo OCC, receber o certificado e manter o sistema para as auditorias de manutenção e de recertificação do ciclo.

Cronograma de referência em nove meses

  1. Mês 1: diagnóstico, decisão da direção, escopo e nomeação do representante e do coordenador.
  2. Mês 2: política, objetivos, indicadores e listas de serviços e materiais controlados.
  3. Meses 2 a 4: procedimentos de gestão e de execução, revisados com engenheiros e mestres de obra.
  4. Meses 3 a 4: Plano da Qualidade da obra-piloto, treinamento da equipe própria e dos empreiteiros.
  5. Meses 4 a 7: sistema rodando na obra-piloto, com FVS, FVM, não conformidades e indicadores mensais; extensão às demais obras do escopo.
  6. Mês 7: auditoria interna completa e tratamento das falhas.
  7. Mês 8: análise crítica pela direção com pelo menos três meses de indicadores.
  8. Mês 9: auditoria de certificação pelo OCC e tratamento das não conformidades apontadas.

Os três meses de sistema rodando antes da auditoria não são formalidade: o auditor quer ver histórico de inspeções, de não conformidades tratadas e de indicadores analisados, não um sistema montado na véspera.

Quem conduz o projeto dentro da construtora

  • Representante da direção: diretor técnico ou de engenharia, com autoridade para cobrar as obras.
  • Coordenador da qualidade: engenheiro ou técnico dedicado, em tempo integral nas construtoras com mais de cinco obras simultâneas.
  • Engenheiros de obra e mestres: donos das fichas de verificação e do Plano da Qualidade de cada obra.
  • Suprimentos: dono da qualificação de fornecedores e da especificação de compra dos materiais controlados.
  • Consultoria externa, quando usada, para acelerar o diagnóstico, a documentação e a auditoria interna; a consultoria não pode ser o OCC.

Como obter o certificado PBQP-H na obra: Plano da Qualidade, serviços e materiais controlados

A certificação é decidida no canteiro. O auditor pede o Plano da Qualidade da Obra, escolhe serviços em execução e materiais recebidos e confere se os procedimentos estão sendo seguidos e registrados. Uma obra com fichas preenchidas no escritório no fim do mês é reprovada; uma obra com inspeção no dia do serviço é aprovada.

O que o Plano da Qualidade da Obra precisa conter

  • Dados da obra, estrutura organizacional e responsáveis.
  • Objetivos da qualidade da obra e indicadores que serão medidos.
  • Relação de serviços e materiais controlados aplicáveis àquela obra.
  • Projetos e especificações vigentes, com controle de revisões.
  • Plano de treinamento da equipe e dos empreiteiros.
  • Programa de inspeções e ensaios, com frequência e critério de aceitação.
  • Destinação de resíduos e cuidados ambientais do canteiro.
  • Manual de uso, operação e manutenção a ser entregue ao cliente.

Como funciona o controle de serviços

  1. Cada serviço controlado tem um procedimento de execução: materiais, ferramentas, condições para início, método e critérios de aceitação com tolerâncias.
  2. A equipe que executa (própria ou empreiteira) é treinada no procedimento antes de começar, com registro.
  3. O serviço é inspecionado com uma Ficha de Verificação de Serviço (FVS) por trecho, pavimento ou unidade, no momento da execução.
  4. Item reprovado gera reinspeção; falha recorrente gera não conformidade e ação corretiva.

Como funciona o controle de materiais

  1. Cada material controlado tem especificação de compra e critério de recebimento (dimensões, lote, laudo, aparência, quantidade).
  2. O recebimento é registrado em uma Ficha de Verificação de Material (FVM); lote reprovado é devolvido ou segregado.
  3. Fornecedores de materiais controlados são qualificados e avaliados periodicamente pelo suprimentos.
  4. Armazenamento e preservação seguem o procedimento (cimento empilhado, aço protegido, blocos paletizados).

Exemplo

Uma construtora com 140 funcionários e quatro obras residenciais simultâneas iniciou o PBQP-H para se habilitar a financiamento habitacional. Começou a implantação em uma obra-piloto de 220 unidades, com 25 serviços controlados (de locação de obra a pintura) e 20 materiais controlados. Nos três primeiros meses, as FVS de alvenaria mostraram 18% de itens reprovados em prumo e nível; com treinamento da empreiteira e gabarito de marcação, o índice caiu para 4%. A auditoria de certificação aconteceu no nono mês, com duas não conformidades menores, e o mesmo índice passou a ser usado na negociação com a empreiteira na obra seguinte.

O controle de serviços conversa com o planejamento: cada serviço inspecionado e liberado é o que alimenta a medição e o cronograma; o método está em como fazer planejamento de obra.

Como obter o certificado PBQP-H e a ISO 9001 juntos: integração e auditoria

O referencial do SiAC foi construído a partir da lógica da ISO 9001, com requisitos específicos de obra. Por isso a construtora pode manter um único sistema de gestão da qualidade e certificar os dois, muitas vezes com o mesmo OCC e auditorias combinadas, o que reduz custo e esforço.

AspectoPBQP-H (SiAC)ISO 9001:2015
FocoExecução de obras, com requisitos específicos do setorQualquer organização, requisitos genéricos de gestão
Quem reconheceAgentes financeiros de habitação, programas públicos, incorporadorasContratantes privados, indústrias, mercado internacional
Serviços e materiais controladosLista mínima obrigatória definida no referencialA empresa define o que controla, com base em risco
IndicadoresIndicadores mínimos obrigatóriosA empresa define indicadores adequados aos objetivos
EvoluçãoNíveis evolutivos até o plenoCertificação única, sem níveis
Gestão de riscos e contextoConforme a versão do referencialRequisito explícito (contexto, partes interessadas, riscos e oportunidades)

Como integrar os dois em um sistema só

  • Um manual ou descrição do sistema que cita os requisitos dos dois referenciais.
  • Uma só lista de procedimentos, com os serviços e materiais controlados do SiAC dentro do processo de execução.
  • Análise de contexto e de riscos da ISO 9001 aplicada também às obras.
  • Uma auditoria interna que cobre os dois referenciais.
  • Auditoria externa combinada com o mesmo OCC, quando ele é credenciado para ambos.

O passo a passo da ISO para construtoras e empresas de engenharia está em como conseguir certificação ISO 9001.

Como a auditoria do OCC acontece

  1. Reunião de abertura com a direção e o coordenador da qualidade.
  2. Escritório: política, objetivos, indicadores, análise crítica, auditorias internas, compras, qualificação de fornecedores, treinamento, não conformidades.
  3. Obra: Plano da Qualidade, FVS e FVM preenchidas, serviço em execução comparado ao procedimento, armazenamento de materiais, equipamentos calibrados, entrevista com engenheiro, mestre e encarregados.
  4. Reunião de encerramento: relatório com não conformidades maiores (impedem a certificação até serem tratadas) e menores (tratadas com plano de ação).

Não conformidades que mais aparecem na auditoria

  • FVS sem data ou sem assinatura do responsável pela inspeção.
  • Projeto em uso na obra em revisão desatualizada.
  • Equipamento de medição (trena, nível, esquadro) sem calibração ou verificação registrada.
  • Fornecedor de material controlado comprando sem qualificação prévia.
  • Ação corretiva aberta sem análise de causa ou sem verificação de eficácia.
  • Treinamento de empreiteiro sem registro de presença e conteúdo.

Exemplo

Uma empresa de engenharia de saneamento com 260 funcionários tinha ISO 9001 havia seis anos e precisava do SiAC para um programa estadual de obras de rede coletora. Em vez de criar outro sistema, incluiu no processo de execução 18 serviços e 15 materiais controlados específicos de saneamento, adicionou os indicadores obrigatórios e fez auditoria interna combinada. A certificação SiAC saiu em cinco meses, com auditoria combinada pelo mesmo OCC e custo de auditoria 35% menor do que duas auditorias separadas.

Como obter o certificado PBQP-H e usar para conquistar contratos: incorporadoras, editais, Google e IAs

O certificado PBQP-H só gera contrato quando aparece no lugar em que o comprador procura: no cadastro do agente financeiro, na habilitação do edital, na apresentação para a incorporadora e no site que o diretor de engenharia da contratante abre depois de pesquisar no Google ou de pedir uma lista ao ChatGPT. Construtora certificada que não mostra a certificação compete como se não tivesse.

Onde o PBQP-H pesa na venda

  • Incorporadoras: a certificação reduz o risco de retrabalho e de assistência técnica pós-entrega; o índice de não conformidades e o desvio de prazo das últimas obras são argumentos mais fortes do que o certificado sozinho. O comprador incorporador está em como fazer marketing para incorporadoras.
  • Licitações e programas públicos: o certificado entra na habilitação ou na pontuação técnica, quando o edital prevê; o caminho está em como participar de licitação de obras públicas.
  • Grandes contratantes privados: indústrias e redes de varejo homologam construtoras com sistema de gestão comprovado; o PBQP-H, a ISO 9001 e as práticas ambientais entram no mesmo pacote, junto com o que está em ESG na construção civil.

O que o site da construtora certificada precisa mostrar

  • Página da certificação: subsetor, nível, OCC e validade, com o certificado disponível; a página responde a quem pesquisa "construtora com PBQP-H em [cidade]".
  • Uma página por tipo de obra: residencial vertical, habitação de interesse social, galpões, saneamento, obras viárias; cada uma com H1 igual à busca e acervo do tipo.
  • Acervo com números: unidades, área, prazo previsto e realizado, índice de não conformidades e satisfação do cliente.
  • Responsáveis técnicos identificados, com registro no CREA.
  • Jornada do Cliente: perguntas sobre tipo de empreendimento, área, local, fase do projeto e prazo, com envio do pedido organizado para o WhatsApp comercial.

Como apresentar o PBQP-H na proposta e na apresentação comercial

  1. Colocar o certificado, o subsetor, o nível e a validade na seção de qualificação da proposta, com o documento anexado.
  2. Mostrar os indicadores das últimas obras: desvio de prazo, índice de não conformidades por serviço e chamados de assistência técnica por unidade entregue.
  3. Descrever como o Plano da Qualidade será aplicado à obra do cliente, com os serviços críticos daquele projeto.
  4. Oferecer à incorporadora acesso às FVS dos serviços críticos durante a obra, como prova contínua de controle.

Quando o diretor de uma incorporadora pede ao ChatGPT, ao Gemini ou ao modo IA do Google "construtoras certificadas PBQP-H para habitação na minha região", a IA cita as empresas cujo site descreve a certificação, o tipo de obra e a região no texto. A estrutura está em como fazer um site para construtora e o caminho para ser citado em como fazer GEO para empresas B2B.

Como obter o certificado PBQP-H: erros que atrasam a certificação, prazos e custos de referência

O PBQP-H atrasa quando o sistema é feito no papel e não no canteiro, quando a direção delega tudo ao coordenador da qualidade e quando a empresa tenta certificar sem obra em andamento no escopo. A maioria das construtoras que perde o certificado perde na auditoria de manutenção, não na inicial.

Os erros mais comuns

  • Documentação copiada de outra empresa: procedimentos que não descrevem como a obra realmente executa geram não conformidade na primeira entrevista.
  • Fichas preenchidas no fim do mês: o auditor compara a data da FVS com o diário de obra e percebe.
  • Empreiteiros sem treinamento: a mão de obra terceirizada executa a maior parte dos serviços e precisa conhecer o procedimento.
  • Indicadores sem meta e sem análise: medir sem discutir na análise crítica não atende ao referencial.
  • Direção ausente: a análise crítica feita pelo coordenador da qualidade sozinho é não conformidade.
  • Escopo sem obra ativa: sem obra em execução, não há o que auditar no campo.
  • Abandonar o sistema depois do certificado: a auditoria de manutenção encontra registros parados e suspende a certificação.

Prazos e custos de referência (2027)

EtapaPrazo de referênciaCusto de referência de mercado
Diagnóstico2 a 4 semanasR$ 4 mil a R$ 12 mil
Documentação e procedimentos2 a 4 mesesConsultoria de R$ 20 mil a R$ 80 mil para o projeto completo
Implantação em obra e treinamentos3 a 6 mesesHoras internas; coordenador da qualidade de R$ 8 mil a R$ 15 mil por mês com encargos
Auditoria interna1 a 2 semanasInterna ou R$ 4 mil a R$ 10 mil terceirizada
Auditoria de certificação pelo OCC2 a 5 dias de auditoriaR$ 8 mil a R$ 30 mil, conforme porte e número de obras
Auditorias de manutençãoPeriódicas no cicloR$ 5 mil a R$ 20 mil cada
Total até o certificado no nível pleno6 a 12 mesesR$ 40 mil a R$ 150 mil sem contar o coordenador

Os valores variam com o porte da construtora, o número de obras, o subsetor e o que já existe de gestão; servem para orçamento e devem ser confirmados com consultorias e OCCs. Para uma construtora que quer financiamento habitacional, um único empreendimento financiado paga o investimento várias vezes; para quem disputa incorporadoras, o retorno vem da redução de retrabalho, que costuma ficar entre 2% e 5% do custo da obra quando o controle de serviços funciona.

Perguntas sobre como obter o certificado PBQP-H

Quanto tempo leva para obter o certificado PBQP-H

De 6 a 12 meses para uma construtora média chegar ao nível pleno, com pelo menos uma obra em andamento no escopo. Quem já tem ISO 9001 costuma levar de 3 a 6 meses.

Quanto custa a certificação PBQP-H

Em referência de mercado, de R$ 40 mil a R$ 150 mil entre diagnóstico, consultoria, auditoria interna e auditoria do OCC, sem contar o coordenador da qualidade. As auditorias de manutenção têm custo próprio a cada ciclo.

Quem emite o certificado PBQP-H

Um organismo de certificação credenciado para o SiAC e acreditado pelo Inmetro, depois da auditoria no escritório e em obra. O Ministério das Cidades coordena o programa e publica o regimento e os referenciais.

PBQP-H é obrigatório para construtoras

Não é obrigatório por lei para toda construtora. É exigido para acessar financiamento habitacional com recursos públicos, programas habitacionais e alguns editais, e é critério de homologação de incorporadoras.

Qual a diferença entre PBQP-H e ISO 9001

O PBQP-H é específico para obras, com lista mínima de serviços e materiais controlados, indicadores obrigatórios e níveis evolutivos. A ISO 9001 é genérica e sem níveis; as duas podem ser integradas em um único sistema.

É possível obter o PBQP-H sem obra em andamento

Na prática não, porque a auditoria verifica o sistema funcionando no canteiro. A construtora precisa ter ao menos uma obra em execução dentro do escopo da certificação.

A construtora pode perder o certificado PBQP-H

Pode, quando não evolui de nível no prazo do regimento ou quando a auditoria de manutenção encontra o sistema parado. Manter fichas, indicadores e análise crítica em dia evita a suspensão.

Resumo · como obter o certificado PBQP-H

  1. SiAC: o certificado PBQP-H das construtoras é o do SiAC, emitido por OCC credenciado, por subsetor de obra.
  2. Quem exige: financiamento habitacional, programas públicos, alguns editais e incorporadoras.
  3. Níveis: entrada no nível inicial e evolução até o pleno no prazo do regimento vigente.
  4. Nove etapas: diagnóstico, escopo, política, documentação, listas, implantação, auditoria interna, OCC e manutenção.
  5. Canteiro decide: Plano da Qualidade, FVS e FVM preenchidas no dia e empreiteiros treinados.
  6. ISO 9001 junto: um sistema único e auditoria combinada reduzem custo e esforço.
  7. Venda e custo: certificação visível no site e nas IAs; de 6 a 12 meses e R$ 40 mil a R$ 150 mil de referência.

Obter o certificado PBQP-H é implantar no escritório e no canteiro um sistema de gestão da qualidade conforme o referencial do SiAC, provar na auditoria de um OCC que serviços e materiais são controlados de verdade e manter o sistema vivo nas auditorias seguintes; a certificação abre financiamento habitacional, editais e incorporadoras quando aparece onde o comprador pesquisa. O Grupo KOP coloca construtoras na primeira página do Google e nas IAs desde 2016, com garantia de primeira página; o método completo está em marketing para engenharia.

Renan Quintanilia, fundador e diretor do Grupo KOP
Sobre o autor

Renan Quintanilia

Fundador e Diretor · Grupo KOP

Atua há mais de 10 anos com marketing digital especializado em Google. Fundou a KOP em 2016 e desde então constrói operações digitais auditáveis para profissionais regulamentados e empresas em todo o Brasil. Especialista em SEO técnico, Google Ads, GEO, recuperação de sites e Google Search Console, escreve sobre o que aplica todos os dias nos clientes da agência.

A KOP coloca construtoras certificadas na primeira página do Google e nas IAs desde 2016.

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