Achar licitações abertas de obras e serviços de engenharia é uma rotina de monitoramento, não uma busca ocasional. Pela Lei 14.133/2021, todo edital precisa ser divulgado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), com extrato em diário oficial; as sessões acontecem no Compras.gov.br ou nos portais de compras de estados, municípios e consórcios públicos; e as estatais, regidas pela Lei 13.303/2016, publicam nos próprios portais de fornecedores. A empresa que cobre essas quatro fontes com filtros certos e uma triagem diária vê praticamente todos os editais compatíveis com seu acervo, com tempo para orçar.

Para construtoras, empreiteiras e empresas de engenharia de porte médio e grande, o problema não é a falta de editais: é o excesso. Um monitoramento amplo devolve de 50 a 300 avisos por mês para uma empresa de obras civis com atuação em vários estados, e a maior parte não serve por objeto, porte, local ou exigência técnica. O ganho está em filtrar bem e decidir rápido, porque o prazo mínimo entre a publicação e a abertura de uma obra comum de engenharia é de apenas 10 dias úteis.

As sete seções abaixo cobrem as fontes oficiais, os planos que antecipam editais, os filtros específicos para engenharia, a rotina de triagem, a forma de ser encontrado também por quem contrata fora das licitações e os erros e custos do monitoramento.

Como achar licitações abertas no PNCP: o portal que concentra as publicações

O PNCP é a primeira fonte para achar licitações abertas, porque a Lei 14.133/2021 tornou obrigatória a divulgação do edital e de seus anexos nele, para órgãos federais, estaduais e municipais. A consulta é pública, não exige cadastro e permite filtrar por modalidade, situação, órgão, município e palavra-chave.

Como pesquisar no PNCP passo a passo

  1. Abrir a busca de editais e marcar a situação "a receber propostas" ou equivalente, para ver só os processos abertos.
  2. Filtrar a modalidade: concorrência para obras e serviços especiais de engenharia; pregão para serviços comuns de engenharia; dispensa para contratações diretas com disputa eletrônica.
  3. Usar palavras do objeto, não do setor: "pavimentação", "construção de unidade", "reforma e ampliação", "rede de esgoto", "subestação", "contenção".
  4. Restringir por UF e município conforme o raio de mobilização viável da empresa.
  5. Abrir o edital e os anexos direto no portal: projeto básico, planilha, cronograma e matriz de riscos ficam disponíveis no mesmo processo.
  6. Anotar o link do sistema de disputa, porque a sessão não acontece no PNCP, e sim no portal indicado pelo órgão.

O que o PNCP mostra além do edital

  • Planos de contratações anuais dos órgãos, com as obras previstas para o exercício.
  • Atas de registro de preços e contratos firmados, úteis para pesquisar preços praticados e concorrentes vencedores.
  • Avisos de contratação direta, que podem ter disputa eletrônica com prazo curto.
  • Retificações, esclarecimentos e impugnações publicados no mesmo processo.

A leitura do processo em 15 minutos

Ao abrir um processo no PNCP, a primeira leitura não é do edital inteiro. A ordem que economiza tempo é: objeto e local; data e hora da sessão; critério de julgamento e regime de execução; item de qualificação técnica com as parcelas de maior relevância; item de qualificação econômico-financeira; garantias; e, por fim, a planilha orçamentária para conferir o valor e a data-base. Em 15 minutos, um analista treinado sabe se o processo segue para a triagem ou é descartado.

Limites do PNCP

A lei deu aos municípios menores um período de transição para cumprir integralmente as regras de divulgação eletrônica, e parte deles ainda publica com atraso ou só no diário oficial e no site próprio. Estatais seguem regime próprio e não aparecem todas no portal. Por isso o PNCP cobre a maior parte dos editais de obras, mas não substitui os diários oficiais e os portais das estatais para quem quer cobertura total.

Como achar licitações abertas no Compras.gov.br e nos portais de estados, municípios e estatais

O Compras.gov.br é o sistema em que acontecem as licitações federais e as de muitos estados e municípios que aderiram a ele; os demais entes usam portais estaduais, municipais ou plataformas contratadas. A empresa precisa mapear quais sistemas os seus contratantes-alvo usam e manter cadastro ativo em cada um, porque é neles que a proposta é enviada.

Os quatro grupos de portais

GrupoQuem publicaOnde a sessão aconteceCadastro necessário
FederalMinistérios, autarquias, universidades, DNIT, Forças ArmadasCompras.gov.brSICAF e e-CNPJ
EstadualSecretarias de obras, de saúde e de educação, departamentos de estradas, companhias estaduaisPortal de compras do estado ou Compras.gov.brCadastro estadual de fornecedores
Municipal e consórcios públicosPrefeituras, autarquias de água e esgoto, consórcios intermunicipaisPortal próprio, plataformas contratadas ou Compras.gov.brCadastro na plataforma usada pelo município
EstataisEmpresas públicas e sociedades de economia mista de energia, saneamento, petróleo, portosPortal de suprimentos de cada estatalCadastro de fornecedor da estatal, com regras próprias

Como montar o mapa de portais da empresa

  1. Listar os 30 a 80 contratantes que mais compram o tipo de obra da empresa na sua área de atuação, a partir dos contratos publicados no PNCP nos últimos 24 meses.
  2. Identificar o sistema de disputa que cada um usa, olhando os editais anteriores.
  3. Cadastrar a empresa em cada sistema, com e-CNPJ e documentos padronizados; o federal começa pelo SICAF, com o passo a passo em como se cadastrar no SICAF.
  4. Ativar alertas por palavra-chave e por linha de fornecimento nos portais que oferecem esse recurso.
  5. Revisar o mapa a cada semestre, porque órgãos trocam de plataforma e novos contratantes entram no radar.

Portais de estatais

Estatais licitam pela Lei 13.303/2016 e têm regulamento de licitações próprio, com cadastro, critérios de qualificação, exigências de integridade e de segurança do trabalho definidos por cada empresa. Muitas fazem pré-qualificação de fornecedores por família de serviço; quem não está pré-qualificado não recebe convite. Para obras de energia, saneamento e infraestrutura, o portal da estatal é tão importante quanto o PNCP.

Serviços comuns de engenharia no pregão

Manutenção predial, conservação de rodovias com padrão definido e pequenos serviços recorrentes costumam sair por pregão eletrônico, com prazo curto e disputa de lances rápida. A empresa que quer essa carteira monitora a modalidade pregão com os mesmos filtros; a mecânica da disputa está em como participar de pregão eletrônico.

Como achar licitações abertas antes da publicação: diários oficiais e planos de contratação anual

A empresa que encontra a licitação só no dia da publicação tem 10 dias úteis para orçar uma obra comum; a que acompanha os planos de contratação anual e os diários oficiais sabe da obra meses antes e chega ao edital com acervo conferido, parceiros definidos e orçamento-base pronto.

Plano de contratações anual (PCA)

A Lei 14.133/2021 prevê que cada órgão elabore um plano de contratações anual, divulgado no site oficial e no PNCP. Ele lista o que o órgão pretende contratar no exercício seguinte, com descrição, valor estimado e trimestre previsto. Para obras, é a melhor fonte de antecipação.

  1. Baixar os PCA dos contratantes do mapa de portais, geralmente publicados até o meio do ano anterior.
  2. Filtrar os itens de obras e serviços de engenharia compatíveis com o acervo da empresa.
  3. Montar um calendário com as obras previstas por trimestre e valor.
  4. Preparar o que não depende do edital: atestados da parcela provável, parceiros de consórcio, cotações de insumos sensíveis.
  5. Acompanhar a fase preparatória: audiências públicas, consultas públicas e pedidos de cotação para pesquisa de preços.

Diários oficiais

  • Diário Oficial da União: extratos de editais federais e de outros entes que optam por publicar nele.
  • Diários oficiais estaduais: extratos de editais do estado e, em muitos casos, de municípios.
  • Diários oficiais municipais e associações de municípios: fonte decisiva para cidades que ainda estão completando a transição para o PNCP.
  • Jornais de grande circulação: a lei também exige o extrato em jornal diário, útil como checagem.

Diários oficiais podem ser lidos por busca textual nos sites oficiais ou por ferramentas de monitoramento que fazem a leitura automática com palavras-chave. A busca manual em diários de dezenas de municípios consome horas por dia; a automatizada custa de R$ 150 a R$ 1.500 por mês como referência de mercado.

Sinais de obra a caminho

  • Licença prévia ou de instalação concedida a um empreendimento público.
  • Convênio ou operação de crédito assinada para obras de infraestrutura.
  • Contratação de projeto executivo: a obra costuma vir de 6 a 18 meses depois.
  • Pedido de cotação para pesquisa de preços de serviços de engenharia.
  • Licitação deserta ou fracassada, que tende a ser republicada com ajustes.

Exemplo

Uma empresa de engenharia elétrica com 140 funcionários passou a ler os planos de contratações anuais de 35 órgãos e concessionárias e encontrou 19 obras de subestação e iluminação pública previstas para o ano seguinte, somando R$ 210 milhões. Antecipou as cotações de transformadores e cabos, firmou um termo de consórcio com uma empresa de obras civis para as parcelas que não tinha e preparou orçamentos-base. Quando os editais saíram, a equipe entregou propostas em 6 dias úteis, em vez dos 14 de antes, e venceu quatro das onze disputas de que participou.

Para obras municipais, a antecipação também passa pelo acompanhamento do orçamento e do planejamento das prefeituras, com relacionamento institucional ético; o caminho está em como vender para prefeituras.

Como achar licitações abertas de obras e serviços de engenharia: filtros, palavras e códigos

O filtro certo para obras combina palavra do objeto, modalidade, faixa de valor e região, e exclui o que nunca será da empresa. Busca por "engenharia" devolve tudo, de aquisição de software a contratação de estagiário; busca por "execução de obra de pavimentação em CBUQ" devolve o edital certo.

Palavras que funcionam por tipo de obra

Tipo de obra ou serviçoPalavras de inclusãoPalavras de exclusão
Edificações públicasconstrução de unidade, edificação, reforma e ampliação, escola, unidade de saúde, crecheaquisição, mobiliário, locação de imóvel
Pavimentação e drenagempavimentação, recapeamento, CBUQ, drenagem pluvial, meio-fio, tapa-buracoaquisição de massa asfáltica, locação de máquinas
Saneamentorede coletora, rede de distribuição, estação elevatória, ETE, ETA, ligações domiciliaresprodutos químicos, análises laboratoriais
Elétrica e energiasubestação, rede de média tensão, iluminação pública, eficiência energética, usina fotovoltaicaconta de energia, aquisição de lâmpadas
Infraestrutura e contençãoponte, viaduto, contenção, muro de arrimo, terraplenagem, obra de arte especialconsultoria jurídica, topografia isolada
Serviços comuns de engenhariamanutenção predial preventiva e corretiva, conservação, instalaçõeslimpeza, vigilância, portaria

Filtros que reduzem o ruído

  • Modalidade: concorrência para obras; pregão apenas para serviços comuns de engenharia.
  • Faixa de valor: entre o mínimo que cobre a mobilização e o máximo que a capacidade econômico-financeira habilita.
  • Região: raio de mobilização viável, definido pelo custo de canteiro e de deslocamento de equipe.
  • Códigos de catálogo: nos sistemas federais, os serviços têm código no catálogo de serviços (CATSER); acompanhar os códigos de obras e serviços de engenharia da empresa refina alertas.
  • Situação: só processos com propostas em aberto, mais as republicações.

Como definir a faixa de valor do filtro

O limite inferior sai do custo fixo de mobilização: se montar canteiro, alojar equipe e transportar equipamentos custa R$ 180 mil, obras abaixo de R$ 1,5 milhão raramente pagam a operação fora da base. O limite superior sai da habilitação econômico-financeira: com patrimônio líquido de R$ 6 milhões e editais que exigem até 10% do valor estimado, a empresa habilita sozinha em obras de até R$ 60 milhões; acima disso, só em consórcio. Os atestados definem o terceiro limite, porque a parcela de maior relevância pode exigir até 50% do quantitativo da obra licitada. A faixa é revista a cada novo balanço e a cada nova CAT emitida.

Exigências que o filtro não vê

Nenhum filtro lê a parcela de maior relevância, o patrimônio líquido exigido ou a matriz de riscos. Essa leitura é humana e precisa ser feita no primeiro dia, contra o acervo e os documentos da empresa. A conferência das exigências técnicas segue os limites do art. 67, explicados em como comprovar qualificação técnica, e a documentária segue a lista de documentos para participar de licitação.

Exemplo

Uma empresa de saneamento com 290 funcionários usava a palavra "saneamento" como único filtro e recebia 410 avisos por mês, entre compras de hipoclorito, análises de água e consultorias. Trocou por 14 palavras de objeto, 9 de exclusão, faixa de R$ 2 milhões a R$ 60 milhões e cinco estados de atuação. Os avisos caíram para 48 por mês, dos quais 15 passavam na triagem, e o analista passou de 6 horas diárias de leitura para 90 minutos.

Como achar licitações abertas com rotina de monitoramento: triagem diária e decisão de participar

Uma rotina eficaz tem horário fixo, um responsável, um painel único de oportunidades e uma regra de decisão. Licitação achada e não triada no mesmo dia perde de dois a três dos dez dias úteis do prazo mínimo.

A rotina diária em seis passos

  1. 8h às 9h: leitura dos alertas do PNCP, dos portais estaduais e municipais, dos portais de estatais e da ferramenta de diários oficiais.
  2. Registro único: cada edital compatível entra em um painel com órgão, objeto, valor, data de abertura, modalidade, regime e link.
  3. Leitura de exigências: parcelas de maior relevância, índices econômico-financeiros, garantias, visita técnica e consórcio.
  4. Pontuação: nota de 0 a 3 em objeto, local, acervo, finanças, prazo, margem provável, risco e relacionamento com o órgão.
  5. Decisão em reunião curta com diretor técnico e comercial: participar, descartar, impugnar ou buscar parceiro.
  6. Calendário: data-limite de esclarecimento, de impugnação (até três dias úteis antes da abertura), de visita técnica e da sessão.

Quem faz cada parte

  • Analista de licitações: leitura dos alertas, registro no painel, conferência documental e calendário.
  • Engenheiro orçamentista: leitura técnica das parcelas, do projeto e do regime, e estimativa de margem.
  • Diretor comercial ou técnico: decisão final, preço mínimo e escolha de parceiros.
  • Jurídico: impugnações, esclarecimentos e recursos, acionado pela triagem e não na véspera.

Painel mínimo de oportunidades

  • Identificação do processo no PNCP e no sistema de disputa.
  • Valor estimado ou indicação de orçamento sigiloso.
  • Nota da triagem e decisão registrada com o motivo.
  • Responsável pelo orçamento e pela documentação.
  • Resultado: vencedor, preço vencedor e desconto sobre o orçamento, para alimentar a próxima decisão.

Edital com vício: impugnar em vez de descartar

Atestado com quantitativo acima de 50% da parcela, exigência de experiência em parcela que não é de maior relevância ou prazo incompatível com o objeto podem ser corrigidos por impugnação dentro do prazo. A triagem que identifica o vício no primeiro dia é a que tem tempo para impugnar; a estrutura da peça está em como impugnar edital de licitação.

Exemplo

Uma construtora de edificações com 180 funcionários acompanhava licitações só pelos alertas de um portal federal e perdia editais municipais. Montou o mapa de 52 contratantes, cadastrou-se em 11 sistemas, assinou monitoramento de diários oficiais e implantou a triagem com nota mínima de 16 em 24. Em um ano, os editais compatíveis encontrados passaram de 9 para 31 por mês, a empresa disputou 74 concorrências, venceu 11 e somou R$ 96 milhões em contratos, contra R$ 38 milhões no ano anterior. O passo a passo da participação depois de achar o edital está em como participar de licitação de obras públicas.

Como achar licitações abertas e também ser achado: Google, IAs e contratos fora do edital

Achar licitações é metade do trabalho comercial; a outra metade é ser achado por quem contrata obras sem edital aberto ou antes dele. Técnicos de órgãos públicos pesquisam fornecedores para cotações e estudos preliminares, gestores precisam de propostas para contratações diretas, grandes construtoras procuram parceiros de consórcio e subempreiteiros com acervo, e indústrias e incorporadoras contratam obras privadas. Todos começam pelo Google e, com frequência crescente, pelo ChatGPT, pelo Gemini e pelo modo IA do Google.

Quem pesquisa uma empresa de obras

  • Técnico de órgão público montando pesquisa de preços: busca "empresa de execução de rede coletora de esgoto" e pede cotação por e-mail.
  • Construtora grande formando consórcio: busca empresas com acervo em uma parcela específica, como contenção ou subestação.
  • Indústria com obra de ampliação: busca "construtora industrial" ou "montagem de galpão industrial" e compara cases.
  • Concessionária de energia ou saneamento: busca prestadores com experiência comprovada em redes.

O que o site precisa publicar

  1. Uma página por tipo de obra, com H1 igual à busca e a resposta na primeira frase: o que a empresa executa, porte e setores.
  2. Uma página por obra relevante, com contratante, quantitativos, prazo e fotos; obras públicas têm dados públicos que podem ser citados.
  3. Acervo técnico resumido por parcela, com o número de CAT e os quantitativos acumulados.
  4. Certificações e segurança: ISO 9001, PBQP-H, indicadores de segurança do trabalho.
  5. Jornada do Cliente que pergunta tipo de obra, local, porte, prazo e forma de contratação e envia o pedido organizado ao WhatsApp do comercial.

Por que a IA cita uma empresa de obras

A IA responde "quais empresas executam obras de saneamento com experiência em estações elevatórias" com nomes que aparecem em páginas específicas, com dados verificáveis e consistentes entre o site, o Perfil de Empresa no Google e o LinkedIn. Página genérica de "soluções em engenharia" não entra na resposta; página que afirma "a empresa executou 21 estações elevatórias e 46 km de rede coletora para companhias de saneamento desde 2015" entra. O método aplicado a empresas B2B está em como fazer GEO para empresas B2B.

Exemplo

Uma empreiteira de contenções e obras de arte especiais com 220 funcionários tinha um site institucional de cinco páginas e vivia de editais encontrados por monitoramento. Publicou nove páginas de serviço (cortina atirantada, solo grampeado, muro de gabião, ponte em concreto, entre outras) e 17 páginas de obras com quantitativos e contratantes. Em sete meses, recebeu 14 pedidos de cotação para pesquisa de preços de órgãos públicos, três convites para consórcio e cinco obras privadas de indústrias e incorporadoras, que somaram R$ 23 milhões sem edital.

O efeito na carteira

Empresas de obras que publicam acervo por tipo de obra passam a receber pedidos de cotação de órgãos, convites para consórcio e contratos privados que não dependem de edital, o que reduz a dependência de licitações e estabiliza o faturamento entre um contrato público e outro.

Como achar licitações abertas: erros que fazem perder editais, custos e prazos

Empresas perdem licitações compatíveis por depender de uma única fonte, por filtro amplo demais, por triagem atrasada e por cadastro inativo no sistema da disputa. Os erros abaixo são os que mais custam contratos.

Os erros mais comuns

  • Monitorar só um portal: o federal não mostra municípios fora do Compras.gov.br nem estatais.
  • Ignorar diários oficiais de municípios em transição para o PNCP.
  • Filtro por setor e não por objeto: centenas de avisos irrelevantes e o edital certo perdido no meio.
  • Triagem semanal: o prazo mínimo de uma obra comum é de 10 dias úteis; uma semana perdida inviabiliza o orçamento.
  • Cadastro inativo na plataforma do município ou da estatal descoberto na véspera da sessão.
  • Não acompanhar republicações de licitações desertas ou fracassadas, que costumam voltar com ajustes favoráveis.
  • Não registrar resultados: sem preço vencedor e desconto, a empresa não aprende a escolher.
  • Ignorar o PCA: a obra é descoberta no edital, quando poderia ter sido preparada por meses.

Prazos que a rotina precisa respeitar

  • Triagem: no mesmo dia em que o edital é encontrado.
  • Pedido de esclarecimento e impugnação: até três dias úteis antes da abertura.
  • Visita técnica: nas datas do edital, quase sempre na primeira metade do prazo.
  • Garantia de proposta: emissão em 2 a 7 dias, quando exigida.
  • Orçamento e documentos: concluídos dois dias úteis antes da sessão, para revisão.

Custo e cobertura de cada fonte

FonteCobertura para obrasCusto (referência de mercado 2027)Antecedência típica
PNCP com busca manualAlta para federal, estados e municípios maioresTempo de analistaDa publicação
Alertas do Compras.gov.br e portais estaduaisAlta nos entes que usam cada sistemaTempo de analistaDa publicação
Portais de estataisObras de energia, saneamento, portos e petróleoTempo de cadastro e pré-qualificaçãoDa publicação ou convite
Ferramenta de monitoramento de editais e diáriosMuito alta, inclusive municípios pequenosR$ 150 a R$ 1.500 por mêsDa publicação
Planos de contratação anualObras previstas no exercícioTempo de análise semestral3 a 12 meses antes
Analista de licitações dedicadoTriagem e documentaçãoR$ 5.000 a R$ 12.000 por mês com encargosContínua

Quanto custa achar uma licitação que vale a pena

Uma empresa que investe R$ 9 mil por mês entre analista e ferramenta e encontra 30 editais compatíveis paga R$ 300 por oportunidade qualificada. Com uma vitória a cada sete disputas e obras médias de R$ 8 milhões, o custo de monitoramento por contrato conquistado fica abaixo de 0,3% do valor do contrato. O monitoramento caro é o que não existe: uma única obra perdida por falta de cobertura custa mais do que dez anos de rotina.

Perguntas sobre como achar licitações abertas

Qual o melhor site para achar licitações abertas

O Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), onde a Lei 14.133/2021 exige a divulgação dos editais. Para cobertura completa, ele é combinado com o Compras.gov.br, os portais estaduais e municipais, os portais das estatais e os diários oficiais.

Como achar licitações de obras na minha região

Filtrando o PNCP e os portais de compras por UF e município, com palavras do objeto da obra, e acompanhando os diários oficiais dos municípios da área de atuação. A região é definida pelo raio de mobilização viável da empresa.

Precisa pagar para ver licitações abertas

Não. O PNCP, o Compras.gov.br e os diários oficiais são públicos. Ferramentas pagas de monitoramento economizam horas de leitura e cobrem municípios menores, com custo de referência entre R$ 150 e R$ 1.500 por mês.

Como saber quais obras vão ser licitadas no próximo ano

Pelos planos de contratações anuais dos órgãos, divulgados no PNCP e nos sites oficiais, e por sinais como contratação de projeto executivo, licenças concedidas e convênios assinados.

Licitações de estatais aparecem no PNCP

Nem todas. Estatais seguem a Lei 13.303/2016 e publicam nos próprios portais de fornecedores, muitas com pré-qualificação. A empresa que disputa obras de estatais precisa de cadastro em cada portal.

Com quanta antecedência é publicada uma licitação de obra

O mínimo é de 10 dias úteis para obras e serviços comuns de engenharia por menor preço e de 25 dias úteis para obras especiais; contratações integradas têm 60 dias úteis. Por isso a triagem precisa ser diária.

Quantas licitações uma empresa de obras deve monitorar

Depende da carteira e da equipe, mas uma empresa média costuma triar de 30 a 60 editais compatíveis por mês e disputar de 8 a 15, mantendo taxa de vitória entre 10% e 20%.

Resumo · como achar licitações abertas

  1. PNCP primeiro: a Lei 14.133/2021 exige a divulgação dos editais no portal nacional, com extrato em diário oficial.
  2. Mapa de portais: Compras.gov.br, portais estaduais, municipais e de estatais, com cadastro ativo em cada um.
  3. Antecipação: planos de contratações anuais e diários oficiais mostram obras meses antes do edital.
  4. Filtro por objeto: palavras de inclusão e exclusão por tipo de obra, faixa de valor e região.
  5. Triagem diária com painel único, nota de 0 a 3 em oito critérios e decisão registrada.
  6. Ser achado também: site com página por tipo de obra e acervo publicado para o Google e as IAs.
  7. Medir custo por oportunidade e por contrato: o monitoramento custa menos de 0,3% do valor de uma obra média.

Achar licitações abertas de obras é cobrir o PNCP, o Compras.gov.br, os portais de estados, municípios e estatais e os diários oficiais com filtros por objeto, antecipar obras pelos planos de contratação anual e triar todos os dias, enquanto o acervo publicado no site faz a empresa ser achada por quem contrata fora do edital. O Grupo KOP coloca construtoras e empresas de engenharia na primeira página do Google e nas IAs desde 2016, com garantia de primeira página; o método completo está em marketing para engenharia.

Renan Quintanilia, fundador e diretor do Grupo KOP
Sobre o autor

Renan Quintanilia

Fundador e Diretor · Grupo KOP

Atua há mais de 10 anos com marketing digital especializado em Google. Fundou a KOP em 2016 e desde então constrói operações digitais auditáveis para profissionais regulamentados e empresas em todo o Brasil. Especialista em SEO técnico, Google Ads, GEO, recuperação de sites e Google Search Console, escreve sobre o que aplica todos os dias nos clientes da agência.

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